Datafolha: Maioria ainda não decidiu voto para senador e deputado
59% dizem não ter definido voto para Senado; 57%, para deputado federal, e 57% para estadual
Por Arthur Guimarães de Oliveira/Folhapress
30/09/2026 às 17:15
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo
Congresso Nacional
A maioria dos brasileiros ainda não decidiu em quem vai votar para senador e para deputado no próximo domingo (4), mostra recorte de pesquisa Datafolha divulgado nesta quarta-feira (30).
De acordo com o levantamento, 59% dos eleitores declaram não ter definido o voto para o Senado, enquanto 14% afirmam já ter escolhido uma opção para a primeira vaga e 27% dizem ter decidido os dois nomes em que vão votar.
Quanto à eleição para deputado federal, 57% afirmam não ter definido o voto, ante 43% que dizem já ter escolhido um candidato. Os percentuais são os mesmos no caso da disputa pelas Assembleias Legislativas: 57% ainda não decidiram, contra 43% que já sabem em quem votar.
O Datafolha ouviu, de segunda (28) a terça (29), 2.016 brasileiros com 16 anos ou mais por meio de abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
O nível de indefinição sobre o voto para senador é maior entre os mais jovens. Na faixa de 16 a 24 anos, 75% dizem não ter definido o voto para o Senado. Entre os de 25 a 34 anos, o percentual é de 69%. Já entre os com 60 anos ou mais, é de 50%. A margem de erro para o primeiro grupo etário é de 6 pontos percentuais; para os dois últimos, de 5 pontos.
A diferença também aparece no recorte por renda familiar. Entre aqueles com renda de até dois salários mínimos, 66% declaram não ter escolhido uma opção para senador, ante 39% entre os que ganham mais de dez salários mínimos. As margens de erro são de 3 e 10 pontos percentuais, respectivamente.
Entre os que declaram o PT de Lula como partido de preferência, 56% ainda não definiram o voto para o Senado, ante 39% entre os que afirmam ter o PL de Flávio como sigla preferencial. As margens de erro para PT e PL são de 4 e 6 pontos, respectivamente.
A direita tem apostado na eleição para o Senado para garantir maioria na Casa e influenciar votações, mas também para pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal). As críticas à corte viraram bandeira desse campo político, e cabe aos senadores votar os pedidos de impeachment de ministros do tribunal.
A indefinição sobre o voto para deputado federal também é maior entre aqueles com renda de até dois salários mínimos, com 61%, ante 39% entre os que ganham mais de dez salários mínimos. A diferença se repete no recorte por partido de preferência: entre os que preferem o PT, 54% dizem não ter escolhido um candidato, ante 40% entre os que citam o PL.
O padrão se mantém para o voto em deputado estadual: 59% entre os que ganham até dois salários mínimos, ante 44% entre aqueles com renda superior a dez salários mínimos. Entre os que declaram o PT como partido preferencial, 54% afirmam não ter escolhido um candidato, ante 41% entre os que citam o PL.
