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Coordenador da campanha de Lula, Gabrielli cobra estratégia para o segundo turno

Coordenador da campanha de Lula, Gabrielli cobra estratégia para o segundo turno

Ex-presidente da Petrobras insiste com integrantes do QG petista que definam linha de atuação para segundo turno, que terá apenas 21 dias, mas equipe trabalha em ritmo de ‘tudo ou nada’ para não perder eleição

Por Leticia Fernandes/Estadão

27/09/2026 às 15:30

Foto: Ricardo Stucker/PR/Arquivo

Imagem de Coordenador da campanha de Lula, Gabrielli cobra estratégia para o segundo turno

O coordenador do programa de governo petista, José Sérgio Gabrielli

Preocupados com o cenário embolado a uma semana das eleições, com Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula em algumas pesquisas de segundo turno, o coordenador do programa de governo petista, José Sérgio Gabrielli, tem pressa para definir as diretrizes da campanha na disputa do segundo turno.

O ex-presidente da Petrobras insiste com dirigentes de marketing e comunicação da campanha de Lula à reeleição que sentem com ele para definir as principais linhas de atuação, já que a campanha de segundo turno é ainda mais curta, com apenas 21 dias entre as duas votações.

Temor de derrota no 1º turno

Os apelos de Gabrielli ainda não têm surtido efeito, entretanto, diante da preocupação da campanha de Lula de que ele possa ser derrotado no primeiro turno. Dirigentes ouvidos pela Coluna do Estadão relataram que trabalham em ritmo de “tudo ou nada” para que o petista consiga chegar ao segundo turno.

Por conta disso, Lula quer “força total” da equipe de campanha até o próximo domingo, 4 de outubro, justamente para evitar que a disputa ao Palácio do Planalto se resolva no primeiro turno em favor do candidato do PL.

Sem bala de prata

Diante de apelos de Gabrielli para que a equipe se reúna para traçar os próximos passos, integrantes da campanha pedem “calma” ao “Zé”, como é chamado o ex-presidente da Petrobras, para que possam se dedicar à última semana antes das eleições. Um dos estrategistas de Lula contou que não haverá “bala de prata”, e que a ideia, alinhavada nas últimas semanas, tem sido anunciar “tudo ao mesmo tempo” para atrair o eleitor indeciso.

A decisão de reajustar em 15% o Bolsa Família, o anúncio de canetas emagrecedoras no SUS sem detalhamento orçamentário - mas com aprovação de 88% da população, segundo trackings da campanha - e o cerco às bets, na tentativa de reduzir o endividamento das famílias e atrair votos fazem parte da estratégia de usar a máquina em favor de Lula.

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