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Brasil deve negociar tarifaço com EUA durante reunião do G20, afirma ministro
Brasil deve negociar tarifaço com EUA durante reunião do G20, afirma ministro
Márcio Elias Rosa, titular da Indústria, diz que encontro entre países já está combinado, mas não detalha pauta
Por Marcos Hermanson/Mariana Brasil/Folhapress
14/09/2026 às 18:45
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo
O ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa
O ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa, disse nesta segunda-feira (14) que espera se reunir no fim do mês com o embaixador Jamieson Greer, chefe do Escritório de Comércio dos Estados Unidos, para debater o tarifaço sobre produtos brasileiros em vigor desde julho deste ano.
A reunião deve ocorrer durante o encontro dos ministros de Finanças do G20, programada para os dias 30 de setembro a 1º de outubro em Milwaukee, no estado americano do Wisconsin. "O ministro [das Relações Exteriores] Mauro Vieira e eu iremos para Milwaukee, e lá nós teremos um encontro muito provavelmente com o embaixador Greer", disse Elias Rosa.
Ele disse que o encontro está combinado com os americanos e que nesse meio tempo as equipes técnicas dos dois países seguem trabalhando normalmente. "Agora nós estamos só trocando documentos e encaminhando essa próxima reunião."
A reportagem perguntou ao ministro se ele poderia detalhar os pontos de pauta do encontro e se já havia um esboço de acordo entre os dois países, mas ele preferiu não responder.
A última reunião entre Brasil e EUA para discutir o tarifaço ocorreu no dia 31 de agosto. Na ocasião, representantes do governo brasileiro disseram aos americanos que o tratamento dispensado ao país pela Casa Branca é injusto e discriminatório.
Márcio Elias Rosa e Mauro Vieira afirmaram "que o governo brasileiro não concorda com as medidas unilaterais impostas contra o país, que não são compatíveis com as regras multilaterais de comércio", segundo nota divulgada pelo governo Lula (PT).
São duas as tarifas aplicadas pelos EUA contra o Brasil. Uma primeira, de 25%, por supostas práticas comerciais desleais. E uma segunda, de 12,5%, por supostas falhas no combate à importação de produtos produzidos com trabalho forçado –esta última substituiu a tarifa global de 10% que vigorou até julho.
