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Senado em família: candidatos escalam parentes, empresários e líderes religiosos como suplentes
Senado em família: candidatos escalam parentes, empresários e líderes religiosos como suplentes
Por Redação
25/08/2026 às 10:43
Foto: Jonas Pereira/Arquivo/Agência Senado
Plenário do Senado
Levantamento de O Globo mostra que as chapas para o Senado em 2026 têm sido marcadas pelo uso de parentes, empresários e lideranças religiosas como suplentes. Ao menos 21 vínculos familiares foram identificados: em 14 casos, o próprio candidato colocou um familiar na chapa; em outros sete, a vaga foi destinada a parentes de aliados. Entre os exemplos estão Michelle Bolsonaro, que terá o irmão Diego Torres Dourado como primeiro suplente; Bia Kicis, com o filho Samuel Kicis; Ciro Nogueira, com o irmão Raimundo; e Helder Barbalho, que escolheu o pai, Jader Barbalho, para a primeira suplência.
O levantamento também evidencia o peso de empresários e representantes religiosos na composição das chapas. Pelo menos 13 empresários aparecem entre os suplentes escolhidos para 2026, enquanto oito nomes ligados ao segmento religioso foram identificados. A lógica vai além da confiança pessoal: as suplências funcionam como instrumentos de articulação política, agregação de grupos e estrutura eleitoral, já que o suplente assume o mandato em caso de licença, afastamento ou saída definitiva do titular.
Na Bahia, esse debate pode ser particularmente interessante diante da disputa por duas cadeiras no Senado em 2026. A escolha dos suplentes ajuda a revelar quais grupos políticos, econômicos e regionais os candidatos pretendem incorporar às suas chapas. Afinal, embora os suplentes não recebam voto individualmente, podem chegar ao Senado e exercer um mandato de até oito anos — o que transforma uma escolha aparentemente secundária em uma decisão política de grande peso.
