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Saúde não é prioridade de presidenciáveis nas redes e aparece em apenas 4% das publicações
Saúde não é prioridade de presidenciáveis nas redes e aparece em apenas 4% das publicações
Lula lidera menções ao tema, com 13% do total, seguido por Augusto Cury (10%) e Ronaldo Caiado (4%); Flávio Bolsonaro e Romeu Zema praticamente não tocaram no assunto, diz Bites
Por Leticia Fernandes/Estadão
01/08/2026 às 11:30
Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo
Lula lidera publicações sobre o tema da saúde, mas com foco em vitrine para mostrar entregas do governo
Os sete principais candidatos a presidente na corrida eleitoral deste ano têm manifestado nas redes sociais pouco ou nenhum envolvimento com a pauta da saúde. Juntos, Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos, Augusto Cury e Cabo Daciolo publicaram ao todo 653 postagens sobre o tema entre janeiro e julho deste ano.
O volume representa apenas 4,3% do total do conteúdo postado por eles na internet, e ficou na sétima posição entre os assuntos tratados nas redes. Os dados fazem parte de levantamento obtido pela Coluna do Estadão, feito pela agência Bites e apresentado durante encontro do Arca, think tank dedicado ao tema.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi quem mais publicou sobre a pauta, com 13% do total. A Bites alerta, entretanto, que a saúde aparece nas redes de Lula quase sempre como vitrine para mostrar entregas do governo.
O pré-candidato do Avante à Presidência, o médico Augusto Cury, novato na política, ocupa a segunda posição, com 10% do total das postagens sobre o tema. O escritor e psiquiatra divulga conteúdos com recortes específicos, que tratam quase sempre de saúde mental e autoajuda, universo que dialoga com a sua audiência.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) vem em terceiro lugar, com 4% do total de publicações sobre saúde.
Já Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula, praticamente não abordou o assunto nas redes sociais. Esse também é o caso dos candidatos Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas, Renan Santos (Missão) e Cabo Daciolo (Mobiliza).
O estudo registrou a média de 26,4 mil interações por post sobre saúde. A conclusão da agência foi de que a pauta gera engajamento quando aparece nas redes, mas a baixa frequência com que é postada não está entre as prioridades da campanha digital de nenhum dos presidenciáveis.
“Esses dados nos preocupam como gestores de saúde. Estamos acompanhando cada proposta com lupa e cobrando compromisso com esse setor que é fundamental para o avanço do nosso país”, afirma o médico Francisco Balestrin, presidente do Arca.
