Lula e Flávio Bolsonaro iniciam campanha com estratégias opostas
Por Redação
15/08/2026 às 10:16
Foto: Ricardo Stuckert/Arquivo/PR e Andressa Anholete/Arquivo/Agência Senado
Lula e Flávio Bolsonaro
A campanha presidencial de 2026 começa oficialmente neste domingo (16) com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) adotando estratégias distintas. O petista pretende destacar resultados de seu governo, defender a soberania nacional e apresentar a eleição como uma escolha entre a continuidade de seu projeto e o retorno do bolsonarismo. Já Flávio deve explorar críticas ao governo Lula, investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente e a ideia de que o ciclo petista estaria esgotado. Ambos também apostarão fortemente nas redes sociais e em atos presenciais antes da estreia da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, marcada para 28 de agosto. A reportagem é do Estadão.
Lula iniciará a campanha em São Bernardo do Campo, onde construiu parte de sua trajetória sindical, e deverá concentrar esforços em São Paulo, principal colégio eleitoral do país. A campanha petista pretende utilizar principalmente imagens reais e adotar uma comunicação baseada em resultados e comparação entre os governos Lula e Jair Bolsonaro. Flávio, por sua vez, abrirá sua campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, buscando consolidar sua base e ampliar o eleitorado para além do bolsonarismo. A estratégia prevê ataques a Lula, mas com cuidado para evitar uma radicalização que afaste eleitores independentes e indecisos.
O início da disputa ocorre ainda em meio a forte tensão política e jurídica. As campanhas estão atentas às decisões do TSE e do STF, especialmente às novas regras para o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral. Enquanto Lula e Flávio estruturam suas estratégias para a disputa nacional, o episódio envolvendo o motorista de Fernando Haddad e uma suposta perseguição da Polícia Militar de São Paulo também ganhou dimensão política. Mensagens atribuídas ao motorista relatam que ele teria sido seguido por uma viatura, enquanto a Secretaria de Segurança Pública afirma que as imagens analisadas não indicam abordagem ou procedimento irregular. A divergência entre os relatos mantém o caso sob investigação e acrescenta mais um elemento de tensão ao início da campanha.
