Flávio faz caminhada com Roscoe e Nikolas em BH após aceno a Cleitinho
Senador percorreu 300 metros ao lado de candidatos do partido no Estado
Por Gabriel Araújo/Folhapress
18/08/2026 às 18:30
Foto: Vittor Sales/Divulgação/PL
Flávio Bolsonaro (PL) participou de caminhada com apoiadores nesta terça-feira (18) em Belo Horizonte
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou de uma caminhada com apoiadores na manhã desta terça-feira (18) em Belo Horizonte, em mais uma agenda voltada para fortalecer o palanque do Partido Liberal em Minas Gerais.
Flávio percorreu cerca de 300 metros a pé ao lado do candidato do PL a governador de Minas Gerais, Flávio Roscoe, e da candidata a vice, Ellen Miziara, presidente estadual do PL Mulher MG. Também participaram Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente, e os deputados federais Nikolas Ferreira (PL) e Domingos Sávio (PL), candidato a senador.
"A gente tem o melhor time aqui em Minas, como nunca antes tivemos na nossa história", disse o presidenciável. "A mudança vai começar aqui em Minas Gerais, porque quem vence em Minas, vence no Brasil".
Na noite desta segunda (18), durante o lançamento da candidatura de Roscoe ao Executivo estadual, Flávio também acenou ao senador Cleitinho (Republicanos), líder das pesquisas de intenção de votos no estado, que declarou apoio ao candidato a presidente mesmo sem compor, oficialmente, o palanque do partido.
A presença de Nikolas Ferreira no palanque reforça um apoio esperado pelo PL desde o início do ano. Em abril, o deputado federal havia sido alvo de críticas de Eduardo Bolsonaro (PL), condenado pelo crime de coação pela sua atuação nos Estados Unidos, pela falta de engajamento na pré-candidatura presidencial de seu irmão.
"Eu não tenho dúvidas de que, aqui em Minas Gerais, a gente está trabalhando e vamos trabalhar ainda mais para que o nome do Flávio permaneça nas pessoas como um nome óbvio [para as eleições presidenciais]", disse o deputado, que concorre à reeleição.
No ato, Nikolas pediu, oficialmente, voto para Flávio, e reforçou críticas já feitas por Flávio ao governo Lula (PT) e aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). "Eu não tenho dúvidas de que o próximo Senado Federal vai 'impeachmar' o ministro criminoso Alexandre de Moraes."
Sobre o tema, Flávio reforçou que, se eleito, irá indicar ao Poder Judiciário quatro homens e mulheres que, segundo ele, "sejam contra o aborto e as drogas, respeitem a Constituição e não usem a caneta pra promover perseguição política".
A ideia de encruzilhada tem sido uma constante na campanha de Flávio, encarada pelo candidato como uma missão dada pelo pai e "propósito de Deus para o país".
Nesta terça, ele discursou ao lado de uma figura de papelão do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, e disse esperar um Congresso Nacional muito mais à direita que o atual.
"Vamos cortar ministérios, vamos cortar burocracias e vamos cortar a corrupção, que tá generalizada nesse governo", disse.
O candidato citou os inquéritos sobre suspeita de tráfico de influência que pesam contra Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e elogiou a atuação de seu candidato a vice, Alfredo Gaspar, como relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investigou fraude no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Flávio ainda creditou a Lula a culpa pelo endividamento das famílias brasileiras. "A consequência da gastança dele foi atrair as famílias brasileiras para dívida, pagando juros que não têm mais condição de pagar", afirmou.
"Por muito tempo acreditaram que tinha um outro partido aí que era concorrente do PT, que era de direita", disse o candidato no palanque montado, ironizando a atuação histórica do PSDB no estado. "Nada melhor do que Deus abrir os olhos da nossa nação pra enxergar que a oposição de verdade se chamava Jair Messias Bolsonaro".
Ele reforçou a promessa de anistia a Jair e aos condenados dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, e disse esperar receber a faixa presidencial das mãos do pai na rampa do Palácio do Planalto.
Repetiu ainda a promessa de classificar facções criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas, proposta que, segundo o candidato, tem motivado ameaças a ele e sua família.
O ato foi realizado no bairro Betânia, região oeste da capital mineira, e reuniu algumas dezenas de pessoas. A Polícia Militar não chegou a estimar o número de participantes.
Após a agenda, Flávio Bolsonaro tomou um café no Café Nice, tradicional cafeteria no centro de Belo Horizonte. Ele cumprimentou apoiadores e dançou ao som de um jingle de funk, brevemente, antes de sair do local.
