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Félix Mendonça comemora queda da Selic, mas cobra novos cortes para impulsionar economia
Félix Mendonça comemora queda da Selic, mas cobra novos cortes para impulsionar economia
Por Redação
06/08/2026 às 12:23
Foto: Divulgação/Arquivo/Ascom
Félix Mendonça
O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT) comemorou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros (Selic) de 14,25% para 14% ao ano, mas avaliou que o Banco Central poderia ter sinalizado um ciclo mais consistente de redução dos juros nos próximos meses. Para o parlamentar, a queda anunciada nesta quarta-feira (5) é positiva, mas ainda insuficiente diante das necessidades da economia brasileira.
"A redução da Selic é uma boa notícia para o país, porque representa um passo na direção certa. Mas lamento que o Banco Central não tenha dado sinais mais claros de continuidade desse processo. O Brasil precisa de juros menores para voltar a crescer com mais força, estimular investimentos, gerar empregos e aliviar o custo do crédito para empresas e famílias", afirmou Félix.
O Copom promoveu o quarto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual, consolidando um dos ciclos mais moderados de redução dos juros desde a implantação do sistema de metas para a inflação. Apesar disso, a autoridade monetária evitou antecipar os próximos movimentos, afirmando que as futuras decisões dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação.
Na avaliação de Félix Mendonça, a própria desaceleração dos índices de inflação reforça a necessidade de continuidade na redução da Selic. O IPCA acumulado em 12 meses caiu para 4,64% até junho, enquanto o IPCA-15 recuou para 4,52% em julho, refletindo principalmente a queda nos preços dos alimentos.
"Os indicadores mostram que a inflação está desacelerando. Isso precisa ser acompanhado por uma política monetária que incentive a produção e o consumo. Manter juros elevados por muito tempo significa frear a economia justamente quando o país precisa acelerar", ressaltou.
O deputado lembrou ainda que os juros altos encarecem financiamentos, dificultam o acesso ao crédito e desestimulam novos investimentos, afetando diretamente o setor produtivo e a geração de empregos.
"Quem produz, quem empreende e quem quer investir espera um ambiente econômico mais favorável. Espero que o Banco Central continue reduzindo a Selic nas próximas reuniões, sempre com responsabilidade, mas sem perder de vista que o crescimento econômico também precisa ser uma prioridade. O Brasil tem potencial para crescer mais, e juros menores são fundamentais para isso", concluiu.
