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Caiado chama de estupidez possibilidade de governo Lula retaliar EUA por tarifaço

Caiado chama de estupidez possibilidade de governo Lula retaliar EUA por tarifaço

Presidenciável do PSD prioriza segurança pública em segundo dia de campanha

Por Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress

17/08/2026 às 20:15

Atualizado em 17/08/2026 às 20:10

Foto: Reprodução/Instagram

Imagem de Caiado chama de estupidez possibilidade de governo Lula retaliar EUA por tarifaço

O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado

O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, criticou o governo Lula (PT) e a hipótese de o Brasil aplicar reciprocidade contra os Estados Unidos após novo tarifaço.

Caiado disse que o Itamaraty "passou a ser um braço ideológico do governo" e "tentáculo do PT".

"Não pode ser do humor do presidente colocar em risco a convivência que nós temos [com os Estados Unidos]", falou o candidato, criticando a postura de Lula ante os Estados Unidos na economia.

O governo notificou os Estados Unidos na quinta-feira (13) para informar que iniciará o processo que aplica Lei da Reciprocidade contra as tarifas. Nessa primeira fase, o Brasil solicita análises diplomáticas antes da aplicação em si.

"Que estupidez é essa? Medida de reciprocidade neste momento, sendo que o maior investidor são os Estados Unidos?", disse Caiado.

Ele também afirmou que a liturgia do presidente da República não pode ser "briga de boteco". "Não pode ser do humor do presidente colocar em risco a convivência que nós temos".

O candidato participou, no segundo dia da campanha eleitoral, nesta segunda-feira, de evento do Grupo Voto em São Paulo.

Caiado citou Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), como seu ministro das Relações Exteriores, caso a chapa ganhe. Ele afirmou que Azevedo teria a capacidade de redirecionar os rumos do Itamaraty.

Na economia, disse que Lula é populista e que não acredita em política fiscal, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) "nunca administrou nada. Não sabe o que é isso".

O candidato do PSD prometeu controlar as despesas para que sejam, no máximo, "em torno de 40% ou 50% do PIB".

O tema da segurança pública foi o principal explorado por Caiado neste segundo dia de campanha.

Caiado afastou a ideia de que os Estados Unidos poderiam interferir no Brasil, com a classificação do Comando Vermelho e do PCC (Primeiro Comando da Capital) como terroristas.

Na quinta-feira (13), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que as Forças Armadas americanas se preparam para realizar operações no território de países aliados com o objetivo de combater organizações de narcotráfico na América Latina.

O movimento acontece em cenário no qual o governo americano publicou, na terça-feira (11), um vídeo reafirmando a doutrina Monroe, que define a América Latina como área de interesse estratégico do país.

Questionado se seu governo apoiaria uma ação dos Estados Unidos no Brasil, sob o pretexto de combater o narcotráfico considerado agora como terrorista, ele afirmou que não precisaria "de apoio de nenhum outro país".

"O que eu vou fazer com outros países, entre eles a Europa, os Estados Unidos, os países limítrofes, é um sistema de integração de informação, mas quem opera a segurança pública do país é exatamente o governo brasileiro. Existirá disposição de combater o crime no Brasil. A única frustração que eu tenho hoje é que eu não sou presidente para declarar as facções [como] terroristas".

Mais tarde, o presidenciável também questionou a ideia de soberania atrelada ao discurso contrário à nova classificação dos EUA. "Como você vai falar da soberania brasileira, Lula, se a soberania brasileira está na mão do PCC?", questionou.

O candidato voltou a criticar o presidente pelo que chama de conivência do governo com o crime organizado e disse que o Brasil caminha para uma "mexicanização" quando o assunto é a falta de controle sobre os grupos criminosos.

"Se não tivermos coragem de enfrentar, o Estado vai ser a grande lavanderia do narcotráfico", afirmou o presidenciável.

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