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Após morte em dia de Ba-Vi, Maria Marighella cobra compromisso de clubes e entidades contra violência
Após morte em dia de Ba-Vi, Maria Marighella cobra compromisso de clubes e entidades contra violência
Por Redação
24/08/2026 às 19:15
A candidata a deputada federal Maria Marighella (PT)
A candidata a deputada federal Maria Marighella (PT) defendeu uma atuação conjunta de clubes, entidades esportivas e torcidas organizadas no enfrentamento à violência relacionada ao futebol, após os episódios registrados neste domingo (23), dia do clássico Ba-Vi, em Salvador. Os confrontos deixaram José Alexandre Souza Borges, de 28 anos, morto, outras quatro pessoas vítimas de tentativa de homicídio e seis suspeitos presos.
Para Maria Marighella, a resposta à violência não deve se limitar à proibição das torcidas organizadas. A candidata defende que as próprias organizações sejam envolvidas na construção de medidas de prevenção e na identificação dos responsáveis por crimes.
“É claro que a violência entre torcidas de futebol tem características próprias, que precisam ser entendidas para que o combate seja efetivo. Não acredito que a mera proibição das organizadas traga bons resultados. É preciso, ao contrário, se aproximar e implicar todas as organizações ligadas ao futebol no trabalho por uma convivência sem violência”, afirmou.
Além do ataque que resultou na morte de José Alexandre, Salvador registrou episódios de vandalismo e violência em diferentes pontos da cidade antes do clássico, incluindo ataques a ônibus do transporte público.
“A solução passa por diálogo e responsabilização. A Federação Bahiana, os clubes, a CBF e as torcidas organizadas têm que se posicionar e chegar a um compromisso efetivo: identificar agressores e criminosos para que sejam responsabilizados individualmente, além de contribuir com a prevenção de situações futuras. O futebol profissional movimenta muito dinheiro, e é do interesse de todos que seja um ambiente mais harmonioso, onde a competição possa ser vivida com respeito. Quem lucra com o futebol deveria ser o primeiro a se comprometer”, defendeu Maria Marighella.
A candidata também ampliou a discussão para outra forma de agressão relacionada aos dias de jogos: a violência doméstica. Para Maria Marighella, o alcance social de clubes e entidades esportivas também pode ser mobilizado para ações de prevenção e promoção da cidadania.
“E é importante dizer que não se trata só da violência entre torcedores rivais. O registro de violência doméstica tende a aumentar em dias de jogo e, se vamos enfrentar essa questão de verdade, seria fundamental que as instituições com tanta influência sobre o comportamento dos homens se posicionassem também na promoção da cidadania, contribuindo para a prevenção da violência contra mulheres e crianças”, concluiu.
