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Trump chama árbitro brasileiro de 'suspeito' e admite ter pedido revisão de cartão vermelho a Infantino
Trump chama árbitro brasileiro de 'suspeito' e admite ter pedido revisão de cartão vermelho a Infantino
Jogador foi expulso por pisão no tornozelo de adversário em jogo com a Bósnia na quarta (1º)
Por Gabriele Koga/Folhapess
06/07/2026 às 17:00
Atualizado em 06/07/2026 às 17:02
Foto: Reprodução/Instagram
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino
Donald Trump admitiu ter ligado para Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir revisão de cartão vermelho dado a jogador da seleção dos Estados Unidos. Ele também atacou o árbitro brasileiro Rafael Claus, responsável pela punição ao atleta americano.
"Esse árbitro é um tanto suspeito se você verificar o passado dele. Não quero dizer isso, pois não gosto de criar polêmica, mas é muito suspeito", disse Trump.
Em duelo contra a Bósnia-Herzegovina, na quarta (1º), o atacante americano Folarin Balogun fez uma falta sobre Tarik Muharemovic. O lance foi revisado pelo VAR e terminou com a expulsão do camisa 20.
"Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta", afirmou o presidente. Ele disse ainda que nem sequer sabia o que era um cartão vermelho até o lance. "Quando descobri, pensei: 'só pode ser uma brincadeira'".
Ele criticou a possibilidade de jogadores importantes poderem ficar de fora de partidas por terem cometido faltas "um pouco mais duras".
O republicano disse que "entende muito de esporte", mas que não sabia que um cartão vermelho implicava em suspensão automática.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, negou que a mudança tenha sido causada pelo pedido do americano. O cartola disse ter respondido a Trump que as instâncias da entidade "são independentes".
"Sim, eu discuto regularmente assuntos relacionados à Copa do Mundo com o presidente dos Estados Unidos e, nesse caso, recebi uma ligação do presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado, funcionários governamentais, partes interessadas no futebol e executivos empresariais de todo o mundo sobre muitos temas diferentes. Durante nossa conversa, expliquei que havia um processo legal em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da Fifa e que o caso seria decidido no devido tempo pelos órgãos competentes. É assim que o sistema da Fifa funciona, e é um princípio que eu sempre defenderei. Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da Fifa quando elas são emitidas".
A Fifa anulou o cartão e liberou Balogun para entrar em campo na partida das oitavas de final contra Bélgica nesta segunda (6), às 21h, em Seattle. Os americanos podem chegar às quartas de final pela primeira vez desde 2002 caso vençam.
O comunicado foi divulgado pela instituição no domingo (5).
"Em aplicação do Artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, a execução da suspensão automática de uma partida do jogador dos EUA Folarin Balogun fica suspensa por um período probatório de um (1) ano", disse a nota.
Com isso, Balogun, que já marcou três gols no Mundial, só cumprirá a suspensão se houver nova infração de natureza e gravidade semelhantes no período de 12 meses.
Segundo a agência Reuters, o republicano teve um encontro com repórteres no Salão Oval, na Casa Branca, nesta segunda (6), e afirmou que não considerou justa a falta marcada pelo árbitro "horrível". O juiz em questão é o brasileiro Raphael Claus.
Trump já havia comemorado a decisão no Truth Social. Na publicação, afirmou que a Fifa havia revertido uma "grande injustiça".
Em disputa por vaga nas oitavas de final, Balogun foi expulso aos 64 minutos. Na ocasião, Claus foi chamado pelo VAR para revisar o lance e, então, aplicou o cartão vermelho por conta do pisão do atacante no tornozelo do bósnio Muharemovic.
