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Petrobras espera terminar perfuração de 1º poço na Foz do Amazonas em agosto
Petrobras espera terminar perfuração de 1º poço na Foz do Amazonas em agosto
Por Denise Luna, Estadão Conteúdo
30/07/2026 às 15:23
Atualizado em 30/07/2026 às 15:59
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse ao Estadão/Broadcast que a expectativa para o fim da exploração no poço de Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, é para o mês de agosto, mas pode ser que dure até a primeira semana de setembro. "Mas não vamos entrar em outubro", disse.
Segundo a executiva, a exploração de um campo pioneiro em uma área pouco conhecida, como a Margem Equatorial, tem de ser feita com cautela e não há pressa para concluir a operação, apesar da expectativa em torno dos primeiros indícios de petróleo na região.
"A data máxima que eu tenho é agosto. Existe, sim, a possibilidade de entrar na primeira semana de setembro, mas não há nada que diga que vai ser prorrogado para outubro", afirmou Magda.
Ela ressaltou que é normal a demora nas primeiras descobertas. Na bacia de Campos, que sustentou por anos a produção da Petrobras no pós-sal, foram nove poços perfurados até a primeira descoberta, e o campo Fazenda Pocinha, no Rio Grande do Norte, teve 55 perfurações na bacia Potiguar antes de encontrar óleo. "A gente não está com nenhuma pressa, mas minha expectativa é que acabe em agosto", explicou.
Faltam 500 metros, diz diretora
Na quarta-feira, 29, durante o Sergipe Óleo e Gás 2026, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, afirmou que a estatal deve atingir o reservatório do campo de Morpho nas primeiras semanas de agosto. Segundo ela, faltam 500 metros para a sonda ODN II atingir o objetivo.
Desde o início da exploração, a estatal vem evitando cravar uma data para o fim dos trabalhos, por se tratar de um poço pioneiro em uma área desconhecida, que pode, inclusive, não resultar em descobertas. A empresa tem operado com cautela no local, como informou ao Estadão/Broadcast a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi, em meados de julho.
Anteriormente previsto para julho, o fim da exploração do poço pioneiro na bacia da Foz do Amazonas teve que ser adiado após o vazamento de lama de perfuração, no final de janeiro, que adiou em pelo menos um mês as atividades no local. O evento ainda foi impactado pela demora da autorização do Ibama em liberar a retomada da exploração.
Segundo apurou a reportagem, não está ocorrendo nada fora do comum em Morpho, mas, por se tratar de uma grande profundidade em uma área desconhecida, os trabalhos têm sido feitos com maior cuidado, o que tem levado a especulações sobre possíveis dificuldades para atingir o reservatório ou mesmo a falta de petróleo no fundo do poço, o que na indústria de petróleo não é tão incomum.
"Se der óleo, é o resultado; se não der óleo, a gente vai voltar a estudar e vai voltar mais à frente", disse Sylvia em fevereiro ao Estadão/Broadcast.
