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Ministro da Indústria diz a empresários que lei de reciprocidade não deve ser usada contra os EUA

Ministro da Indústria diz a empresários que lei de reciprocidade não deve ser usada contra os EUA

Em reunião com setores afetados, Márcio Elias Rosa defende negociação mesmo sabendo que avanço é improvável

Por Gabriela Echenique/Folhapress

21/07/2026 às 21:00

Atualizado em 21/07/2026 às 22:05

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Ministro da Indústria diz a empresários que lei de reciprocidade não deve ser usada contra os EUA

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse a empresários que o governo não deve lançar mão da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, ao menos por ora.

Em encontros realizados nesta terça-feira (21), o ministro disse que o governo brasileiro voltará para a mesa de negociação, mas admitiu ver como improvável um avanço no processo.

Participaram das reuniões associações que representam os setores de máquinas, calçados, veículos e plástico, por exemplo.

Rosa defendeu insistir nas negociações com os EUA e disse ter ouvido do presidente Lula (PT) que é preciso negociar por pior que seja o desaforo.

A avaliação de integrantes do governo brasileiro e de empresários é que a gestão Trump quer que Lula adote medidas recíprocas para escalar a crise, que se tornou mais política do que comercial.

Por isso, alguns setores do governo defendem esperar a poeira baixar e pensar em alternativas antes de acionar a Lei da Reciprocidade.

Na reunião, Rosa disse também acreditar que os Estados Unidos não vão mais ampliar a lista de exceções da tarifa de 25%, mas afirmou que a boa notícia é que o parque industrial brasileiro é resiliente e consegue diversificar mercados.

Ele, inclusive, disse que vai à Índia e questionou os setores se eles estariam dispostos a negociar com o país asiático.

Os empresários saíram otimistas do encontro. Mesmo diante das incertezas na relação com os EUA, viram disposição do governo em ajudar os mais afetados.

"Estamos otimistas com a adoção de medidas do governo para melhorar a competitividade das empresas, principalmente no programa Brasil Soberano", disse o José Velloso, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.

Leia também: Setores afetados por tarifaço dos EUA se reúnem com governo, pedem mais crédito e rejeitam reciprocidade

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