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Flávio Bolsonaro deve fazer convenção neste sábado sem ter vice definido, diz coordenador

Flávio Bolsonaro deve fazer convenção neste sábado sem ter vice definido, diz coordenador

Rogério Marinho afirma que chapa não deve ser anunciada no principal evento do PL, em SP

Por Carolina Linhares/Folhapress

20/07/2026 às 18:15

Atualizado em 20/07/2026 às 18:45

Foto: Ton Molina/Agência Senado/Arquivo

Imagem de Flávio Bolsonaro deve fazer convenção neste sábado sem ter vice definido, diz coordenador

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Com dificuldade em formar alianças com outros partidos, o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não deve apresentar um vice até a sua convenção eleitoral, marcada para o sábado (25), em São Paulo. O evento deve ocorrer, portanto, sem que a chapa esteja completa.

Para contornar sua rejeição pelo público feminino, potencializada pela briga com Michelle Bolsonaro (PL), o senador busca uma candidata a vice-presidente mulher. Sua preferência é pela ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos), mas a escolha depende de uma coligação com o partido dela, o que hoje é tido como improvável.

"A princípio, não será anunciada [a chapa completa na convenção]. Nós temos até o dia 5 de agosto", afirmou, nesta segunda-feira (20), o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio. A data é o prazo limite da realização das convenções, em que os partidos oficializam a escolha dos seus candidatos.

Marinho afirmou que a definição de uma vice depende das coligações que o PL ainda pode fazer.

"Nós estamos conversando com outros partidos, é evidente que essa decisão só ocorrerá quando tivermos um quadro mais claro de qual vai ser a nossa política de alianças. A partir daí é que vamos olhar, dentro dos quadros que existem em cada partido, quais são aqueles que se adequam ao perfil que nós achamos desejável", respondeu.

O caso "Dark Horse" afastou o apoio de União Brasil e PP a Flávio, que agora busca reverter isso com uma aliança com o Republicanos, embora o partido indique que prefere ficar neutro na disputa presidencial.

Negociações em quatro estados, no entanto, podem mudar esse cenário, junto com a oferta da vice-presidência na chapa.

No Espírito Santo, o PL avançou nas tratativas para apoiar a candidatura do Republicanos ao governo. Em Minas Gerais, o partido aguarda apenas a decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre disputar o governo para anunciar uma aliança.

No Acre, o PL ainda não definiu se apoiará a governadora Mailza Assis (PP) ou o senador Alan Rick (Republicanos). Em Mato Grosso, os partidos estarão em lados opostos: o PL lançou o senador Wellington Fagundes contra o governador Otaviano Pivetta, do Republicanos.

O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, tem afirmado que a tendência é a legenda permanecer neutra na eleição presidencial. Ele consulta os diretórios estaduais antes de tomar uma decisão, prevista para ocorrer até 5 de agosto.

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