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Em convenção do PSD, Paes chama grupo de Cláudio Castro de 'organização criminosa'
Em convenção do PSD, Paes chama grupo de Cláudio Castro de 'organização criminosa'
Por Rayanderson Guerra, Estadão Conteúdo
20/07/2026 às 16:23
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo
O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes
O PSD confirmou o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes como candidato ao governo do Estado em convenção na capital fluminense na manhã desta segunda-feira, 20. Apoiado por partidos do centro à esquerda, Paes criticou a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL) e afirmou que o Rio vive uma "crise política, moral e institucional" causada por uma "organização criminosa".
"Essa crise política, moral e institucional, impacta diretamente a vida da população e tem como resultado um Estado com alguns dos piores indicadores de todo o Brasil. Um Estado que teve os seus cofres saqueados. Roubaram muito", afirmou Paes.
Procurado pelo Estadão, o ex-governador do Rio ainda não se pronunciou.
O ex-prefeito criticou a gestão Castro e afirmou que "o certo seria chamar o grupo político" do ex-governador de "organização criminosa".
"Talvez, o certo não seria chamar de grupo político, mas de organização criminosa. É isso o que tem mostrado sucessivas investigações e operações policiais. A responsabilidade por tudo isso é do grupo político que tomou de assalto o governo do Estado. O governador cassado, o presidente da Alerj, que seria meu adversário, preso por ligações com o crime organizado, com o Comando Vermelho (CV)", disse Paes.
O presidente do PSD no Rio, deputado Pedro Paulo, foi oficializado candidato ao Senado e a advogada Jane Reis (MDB) como candidata a vice-governadora.
Jane é irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis, presidente estadual do MDB.
Segurança Pública
Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Paes afirmou que o Estado precisará do apoio federal para conter as organizações criminosas e que a política de segurança pública será orientada por dados e estratégia.
"Nós estamos falando de segurança orientada por dados, estratégia, tecnologia, polícia guiada por evidência, não por política, comandos escolhidos por critério técnico e não por indicação política", disse.
