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ONG de produtora de filme de Bolsonaro diz que contratou perícia e rebate acusações
ONG de produtora de filme de Bolsonaro diz que contratou perícia e rebate acusações
Por Mônica Bergamo, Folhapress
02/06/2026 às 14:23
Atualizado em 02/06/2026 às 13:56
Foto: Reprodução/Youtube/Flávio Bolsonaro/Arquivo
Imagem do ator Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro, em trailer do filme Dark Horse
O Instituto Conhecer Brasil, alvo de uma operação da Polícia Civil que apura suspeitas de irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo, afirma ter contratado uma perícia e uma auditoria especializadas para acompanhar as investigações. A informação foi enviada à coluna em nota oficial nesta terça-feira (2).
Segundo a entidade, os trabalhos de perícia e auditoria a foram contratados para oferecer "suporte técnico e jurídico a todo o processo de investigação" e contribuir para o aprofundamento das análises.
Presidido por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora responsável pelo filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, a ONG afirma que está colaborando integralmente com as autoridades e que forneceu documentos e informações requisitados durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.
Na manifestação, o instituto diz confiar que as análises técnicas irão comprovar a regularidade de suas atividades, a correta aplicação dos recursos públicos e a inexistência de desvio de finalidade nos projetos executados. "Confiamos que a ampla análise técnica e documental contribuirá para o completo esclarecimento dos fatos de interesse público", afirma a entidade.
A investigação da Polícia Civil apura suspeitas de fraude na execução de contrato administrativo, frustração do caráter competitivo do processo de contratação e emprego irregular de verbas públicas. Segundo os investigadores, há indícios de que recursos do programa municipal WiFi Livre SP possam ter sido desviados para custear atividades ligadas à produção do longa-metragem sobre Bolsonaro.
Os policiais cumpriram mandados na sede do instituto, na produtora Go UP Entertainment, em endereços ligados a Karina e também na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. A apuração também investiga a suspeita de uso de notas fiscais e documentos considerados irregulares na prestação de contas do contrato.
Na nota enviada à coluna, a ONG afirma permanecer à disposição da Justiça e dos órgãos de controle para apresentar documentação complementar e colaborar com todas as etapas das auditorias, perícias e demais procedimentos de verificação.
A entidade sustenta que os procedimentos em andamento permitirão demonstrar a legalidade de sua atuação e reafirma que cumpriu integralmente o mandado judicial expedido pelas autoridades.
