Home
/
Noticias
/
Mundo
/
Na Argentina, Flávio Bolsonaro diz que Brasil tem inveja da onda de direita na América Latina
Na Argentina, Flávio Bolsonaro diz que Brasil tem inveja da onda de direita na América Latina
Por Douglas Gavras/Folhapress
29/06/2026 às 07:53
Foto: Reprodução
Flávio Bolsonaro
Ao discursar em um evento para a comunidade judaica em Buenos Aires na noite deste domingo (28), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que os brasileiros sentem "inveja" de seus vizinhos na América Latina, que nas últimas eleições têm escolhido representantes da direita.
"Nós, brasileiros, olhamos para esse mapa [da América Latina] hoje com um pouco de inveja. Porque enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda está preso ao passado. Somos a peça que falta nesse mapa. E estou aqui para dizer, sem rodeios: em outubro, isso muda", disse Flávio, em um salão de eventos de um hotel de luxo na capital argentina.
O opositor chegou ao país para participar de uma conferência para fortalecer as relações da região com Israel. O evento, que dura três dias, é organizado pela Fundação Aliados de Israel, junto com a organização Amigos Americanos dos Acordos de Isaac.
Além de Flávio Bolsonaro, cerca de 20 políticos de diferentes países estarão presentes. Nesta segunda-feira (29), o senador deve se encontrar com o presidente argentino, Javier Milei, na residência oficial da presidência, a Quinta de Olivos.
Na noite deste domingo, o político brasileiro fez um novo aceno à comunidade judaica, prometendo, caso eleito, transferir a embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém, algo que Jair Bolsonaro havia prometido fazer. "Hoje, na prática, não existe uma relação diplomática plena entre o Brasil e Israel. O Brasil está sem embaixador em Israel desde 2024.".
Em seu discurso, ele também disse ter acompanhado com "profunda admiração" o encontro do Escudo das Américas, iniciativa do governo Trump e de governos da América Latina para combate ao crime organizado na região.
Em maio, os Estados Unidos decidiram classificar o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas. Segundo Flávio, enquanto os países vizinhos se uniam para combater o crime, o governo brasileiro "se mobilizou, no mais alto nível, para pedir aos Estados Unidos que não designassem as duas maiores facções brasileiras organizações terroristas".
O evento em Buenos Aires termina na terça-feira (30). À imprensa, o embaixador argentino em Israel, Axel Wahnish, afirmou que a Argentina deve ser a força que une países da região para lutar contra o terrorismo e o antissemitismo.
Desde o início de seu mandato em dezembro de 2023, Milei tem sido um forte defensor de Israel. No ano passado, ele foi o primeiro líder não judeu a receber o prêmio Genesis por seu apoio a Israel.
O evento visa promover a adoção da Definição de Trabalho em resposta ao Antissemitismo, melhorar o combate ao terrorismo e ao extremismo, e fomentar ações conjuntas na América Latina.
Segundo a Fundação Aliados de Israel, o apoio parlamentar ao país em toda a América Latina, cria um novo capítulo nas relações entre Israel e a região, baseado em valores compartilhados.
