Itamaraty confirma dois brasileiros mortos após terremotos na Venezuela
Ministério diz estar prestando assistência consular às famílias das vítimas e não divulga dados dos falecidos
Por Folhapress
25/06/2026 às 21:00
Atualizado em 25/06/2026 às 22:36
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo
Palácio do Itamaraty
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou nesta quinta-feira (25) que dois cidadãos brasileiros morreram em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta. O Itamaraty afirmou que não divulgará informações pessoais dos falecidos.
"O MRE informa, com grande pesar, o falecimento de uma cidadã e um cidadão" e diz "estar prestando assistência consular às famílias das vítimas".
O território venezuelano foi atingido pelo terremoto mais forte no país em mais de um século. Os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 destruíram prédios, causaram ao menos 188 mortes e deixaram mais de 1.500 feridos. Pelo menos 200 pessoas estariam presas sob escombros, segundo o regime. Não há estimativa oficial de desaparecidos, mas plataformas online criadas pela população calculam dezenas de milhares.
A líder interina do país, Delcy Rodríguez, anunciou a criação de um fundo inicial de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) com recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ela, equipes de resgate especializadas e certificadas pelo sistema das Nações Unidas estavam a caminho da Venezuela para auxiliar nas buscas. Na véspera, Delcy declarou estado de emergência e expressou suas condolências às famílias dos mortos.
Foi o terremoto mais forte registrado no país em mais de um século. O marco anterior é de 29 de outubro de 1900, quando um sismo de magnitude 8 atingiu a capital, Caracas. Conhecido como o Terremoto de São Narciso, o evento resultou em 21 mortos e mais de 50 feridos, segundo a Fundação Venezuelana de Investigações Sismológicas.
O cenário agora remete ao de uma zona de guerra. Edifícios colapsados, ruas cobertas por escombros e moradores em busca de sobreviventes entre os destroços evocam as imagens vistas na Faixa de Gaza e na Ucrânia.
Em La Guaira, quarteirões inteiros foram devastados, e as autoridades declararam a região uma "zona de desastre". Alguns prédios continuam de pé, com rachaduras e estruturas expostas. Outros, no entanto, foram completamente destruídos. Em parte do estado, não havia energia elétrica na manhã desta quinta, e milhares de moradores passaram a noite nas ruas, com lanternas, temendo mais réplicas.
