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Bandeira tarifária fica amarela em julho, e conta de luz vai ter custo extra pelo 3º mês seguido

Bandeira tarifária fica amarela em julho, e conta de luz vai ter custo extra pelo 3º mês seguido

Decisão reflete condição menos favorável de geração de energia, típica do período seco, afirmou a Aneel

Por Helena Schuster/Folhapress

26/06/2026 às 20:15

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Bandeira tarifária fica amarela em julho, e conta de luz vai ter custo extra pelo 3º mês seguido

Linha de transmissão de energia

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou, nesta sexta-feira (26), que a bandeira tarifária continuará amarela no mês de julho. Portanto, a conta de luz terá acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos pelo terceiro mês consecutivo.

A decisão "reflete condições menos favoráveis de geração no país, típicas do período seco", afirmou a agência. Nesses períodos, há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais alto.

Se comparado ao mesmo período do ano passado, o acionamento das bandeiras tarifárias em 2026 está gerando menos custos extras aos consumidores. De janeiro a abril deste ano, a bandeira permaneceu verde, sem custos adicionais. A partir de maio, a bandeira amarela entrou em vigor devido a redução de chuvas.

Em 2025, também houve bandeira verde até abril e amarela em maio. No entanto, a bandeira vermelha, que acrescenta um valor mais alto na conta de luz, começou a ser acionada em junho, e permaneceu vigente —variando entre os patamares 1 e 2— até novembro.

O sistema de bandeiras tarifárias na conta de luz, que permite repassar mensalmente aos consumidores os maiores custos do país com a geração de energia, completou dez anos de implementação em 2025.

IMPACTO NA INFLAÇÃO

O custo da energia é um dos fatores que impacta a inflação no país. A energia elétrica teve impacto de 0,08 ponto percentual no IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) deste mês, sendo o maior impacto individual no índice. O aumento da energia elétrica em junho, segundo dos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi de 2,04%.

Em junho, a inflação medida pelo IPCA-15 desacelerou a 0,41%. Apesar do alívio, a taxa é a maior para meses de junho em quatro anos, desde 2022.

ENTENDA MAIS SOBRE AS BANDEIRAS TARIFÁRIAS

  • Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo
  • Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos
  • Bandeira vermelha - Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora consumido
  • Bandeira vermelha - Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora consumido

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