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Galípolo critica proposta de Renan de usar FGC para cobrir rombo da previdência com o Master

Galípolo critica proposta de Renan de usar FGC para cobrir rombo da previdência com o Master

Senador propôs incluir regimes próprios na garantia do fundo; entidades aplicaram R$ 1,8 bihão no Master

Por Marcos Hermanson/Folhapress

25/05/2026 às 17:15

Atualizado em 25/05/2026 às 19:01

Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Galípolo critica proposta de Renan de usar FGC para cobrir rombo da previdência com o Master

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o senador Renan Calheiros (MDB-AL)

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, criticou de forma indireta nesta segunda-feira (25) a proposta do senador Renan Calheiros (MDB-AL) de obrigar o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) a cobrir os prejuízos de institutos de previdência de estados e municípios com investimentos no Banco Master.

"Eu acho que a gente tem que tomar cuidado para não distorcer o mecanismo. O gestor de pensão, ou de qualquer outro tipo de fundo similar, é um investidor profissional. Ele é pago e remunerado justamente para fazer esse tipo de investimento", disse Galípolo, após ser questionado sobre a proposta de Calheiros.

Galípolo disse que não cabe ao Banco Central comentar propostas legislativas. Ele afirmou, porém, que o objetivo do FGC é aproximar condições de instituições financeiras menores e maiores.

"Eu tenho bastante receio de a gente provocar uma distorção sobre o que é a finalidade do FGC. A intenção é proteger esse investidor de varejo, e não um investidor que é institucional, profissional, [cuja] profissão é estar escolhendo ali questões de risco e retorno", disse o presidente do BC.

Na última sexta-feira (22), o senador Renan Calheiros apresentou um projeto de lei que, se aprovado, permitirá que o FGC cubra o rombo de R$ 1,87 bilhão em investimentos realizados por 18 institutos de previdência de estados e municípios no Banco Master. Segundo o senador, o texto quer resguardar as instituições que cometeram um equívoco ao aplicar no Master, mas não pretende isentar gestores que agiram de má-fé.

Segundo os dados mais recentes do Banco Central, o FGC, que é um fundo capitalizado por bancos públicos e privados, já desembolsou mais de R$ 50 bilhões para cobrir prejuízos de investidores com investimentos em títulos do conglomerado do Master.

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