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Eduardo Bolsonaro nega que tenha usado dinheiro do Master para se bancar nos EUA
Eduardo Bolsonaro nega que tenha usado dinheiro do Master para se bancar nos EUA
Por Isabella Menon/Folhapress
15/05/2026 às 07:30
Foto: Bruno Spada/Arquivo/Câmara dos Deputados
Eduardo Bolsonaro
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) negou que tenha recebido dinheiro do empresário Daniel Vorcaro para se manter nos Estados Unidos. O ex-parlamentar reagiu em resposta à reportagem da Folha, que mostrou que a Polícia Federal suspeita que recursos de Vorcaro tenham custeado sua permanência fora do Brasil.
O filho de Jair Bolsonaro vive no Texas, nos EUA, desde fevereiro do ano passado. A suspeita surgiu após a descoberta da transferência pela Entre Investimentos e Participações, que tem ligações com Vorcaro, a um fundo controlado por aliados de Eduardo e sediado no Texas.
A empresa é a mesma utilizada no financiamento do filme "Dark Horse" ("azarão", em inglês), que trata da vida do ex-presidente Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais nesta quinta (14), o ex-deputado chamou de "tosca" a suspeita da Polícia Federal porque, segundo ele, seu status de migração vedaria recebimento de valores.
Eduardo não esclarece, porém, qual status migratório nos EUA possuía no momento em que os pagamentos foram feitos. Ele teve o passaporte diplomático cancelado em dezembro passado, um dia após a cassação do seu mandato. De acordo com uma reportagem do UOL, o processo do green card de Eduardo está em andamento e o advogado Paulo Calixto aparece entre os advogados que atuaram no caso.
Mais cedo, em entrevista à GloboNews, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que recursos pagos por Vorcaro para a produção do filme passaram pelo Havengate Development Fund, fundo registrado no Texas e representado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo. O parlamentar negou, porém, que esse dinheiro tenha sido destinado a bancar as despesas do irmão nos EUA.
Eduardo diz que explicou às autoridades americanas "toda a origem" dos seus recursos. "E não tive qualquer problema, porque aqui não vigora um regime de exceção. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem."
Eduardo, no mesmo post, diz que Calixto, que cuidou de todos os detalhes da negociação, não é "um mero escritório de migração", mas atua "em gestão de patrimônio e fundo de investimento há mais de uma década". "A parte de migração é apenas um departamento deles, devido a necessidade de clientes de alto nível migrar o capital e residência para o local de seus investimentos", diz ele, que nega ser dono do filme, mas parte de uma dezena de investidores.
Ele ainda argumenta que todos os investimentos foram feitos nos Estados Unidos "porque a produção foi americana, com atores americanos". "Ninguém se arriscaria investir num filme do Bolsonaro no Brasil, pois seria devidamente perseguido pelo regime e atrelado como financiador de golpe, como faziam. Investimento nos EUA garantem segurança jurídica em uma jurisdição séria", diz.
