Dólar sobe com petróleo fraco e apetite por risco externo
Por Silvana Rocha/Estadão Conteúdo
27/05/2026 às 11:31
Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil
O dólar opera em alta no mercado à vista na manhã desta quarta-feira
O dólar opera em alta no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 27, acompanhando o ajuste positivo externo da divisa americana frente a pares emergentes do real ligados a commodities diante da queda do petróleo.
A commodity ainda ecoa sinais recentes de avanço diplomático nas negociações entre EUA e Irã para encerrar a guerra, embora nada de concreto ainda tenha sido anunciado.
Os juros futuros oscilam perto dos ajustes da véspera em meio à queda dos rendimentos dos Treasuries e o IPCA-15 de maio acima da mediana das estimativas do mercado na margem e em 12 meses.
O IPCA-15 subiu 0,62% em maio, acima da mediana das estimativas do mercado financeiro (0,56%) e do intervalo projetado, entre 0,44% e 0,68%. Em 12 meses, a inflação acelerou para 4,64%, também acima da expectativa mediana (4,59%) e próxima ao teto das projeções, que variavam de 4,48% a 4,71%.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 1,1 ponto em maio em comparação a abril, para 97,1 pontos, segundo o Ibre/FGV. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,1 ponto, para 96,6 pontos.
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) alertou que interrupções no tráfego do Estreito de Ormuz já elevam os custos de petróleo, gás, fertilizantes e sementes, pressionando os preços agrícolas globais. A implicação é de maior inflação de alimentos e aumento das despesas de importação, sobretudo em países dependentes de insumos externos na África e Ásia, ampliando riscos econômicos e sociais em regiões já afetadas por endividamento e eventos climáticos.
O governo e Congresso avançaram em um acordo para renegociação das dívidas rurais, reduzindo a chance de edição de MP. O texto de consenso deve ser votado hoje na CAE do Senado como substitutivo ao PL 5.122/2023. Entre os pontos acertados estão critérios para adesão dos produtores, retirada do Fundo Social do Pré-Sal como fonte de recursos, até dois anos de carência e prazo de dez anos para pagamento.
