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Capitão Alden defende avanço de Lei das PMs após ação de Jerônimo no STF

Capitão Alden defende avanço de Lei das PMs após ação de Jerônimo no STF

Por Redação

22/05/2026 às 21:30

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Capitão Alden defende avanço de Lei das PMs após ação de Jerônimo no STF

O deputado federal Capitão Alden (PL)

O deputado federal Capitão Alden (PL) comentou, nesta sexta-feira (22), a manifestação apresentada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em defesa da constitucionalidade da Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares. A legislação é alvo de uma ação movida pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).

A ação, protocolada no STF por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7893, questiona dispositivos da Lei Federal nº 14.751/2023 relacionados à estrutura das corporações militares estaduais e às regras de transição para criação do Quadro de Oficiais Especialistas (QOE). O governo baiano argumenta que a União teria extrapolado sua competência ao estabelecer regras sobre organização interna, promoções e quadros de pessoal das polícias militares e corpos de bombeiros.

Ao comentar o posicionamento do Congresso Nacional, Alden afirmou que a atuação da Câmara e do Senado “não aconteceu por acaso” e atribuiu o movimento ao trabalho realizado na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.

“Na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, nós reinstalamos uma subcomissão especial para acompanhar a implementação da lei orgânica em todo o país. Eu fui designado coordenador da região Nordeste neste processo”, declarou.

O parlamentar disse ainda que a atuação da comissão envolve fiscalização e acompanhamento da implementação da legislação nos estados. “Nosso trabalho não é só cobrar aos governadores, nosso trabalho é fiscalizar, é acompanhar e também garantir segurança jurídica para que essa lei seja cumprida”, afirmou.

Capitão Alden também criticou a decisão do governador baiano de questionar a legislação no Supremo. “Jerônimo Rodrigues, foi o primeiro governador do Brasil a questionar a validade da lei orgânica no Supremo Tribunal Federal. E sabe o que é mais curioso? Ele ainda tem até 2029 para implementar efetivamente grande parte destas mudanças”, disse.

Segundo o deputado, a legislação prevê mudanças consideradas estruturantes para as carreiras militares estaduais, como regras para reserva requerida, promoções, exigência de nível superior para ingresso na carreira, possibilidade de permuta entre estados e assistência jurídica aos agentes em serviço.

“Muita gente ainda não entendeu a dimensão dessa mudança. Entre outros avanços, policiais e bombeiros militares passarão a ter direito à reserva requerida, trazendo mais previsibilidade e proteção à carreira. Promoções com critérios mais justos, transparentes e objetivos, reduzindo politicagem e apadrinhamento”, acrescentou.

O parlamentar também declarou que a bancada ligada à segurança pública seguirá acompanhando o processo de implementação da legislação. “Queremos saber o que já saiu do papel, o que está travado, quem está enrolando a tropa, porque a lei orgânica nacional da Polícia Militar, bombeiro militar e da Polícia Civil não é enfeite. Ela mexe diretamente na sua vida, na carreira, na valorização, na dignidade”, disse.

Nas redes sociais, Alden afirmou que continuará cobrando a aplicação da lei nos estados. “Quem cumprir será reconhecido. Quem não cumprir vai ter cobrança e, mais do que cobrança, vai ter exposição”, completou o deputado baiano.

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