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Bahia está entre os estados mais violentos para mulheres, alerta Ireuda Silva após divulgação do Atlas da Violência

Bahia está entre os estados mais violentos para mulheres, alerta Ireuda Silva após divulgação do Atlas da Violência

Por Redação

27/05/2026 às 09:26

Foto: Divulgação

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Ireuda Silva

A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, manifestou preocupação com os dados divulgados pelo Atlas da Violência 2026, que apontam a Bahia como um dos estados com maiores índices de homicídios de mulheres no Brasil. Segundo o levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o estado registrou taxa de 5,4 assassinatos por 100 mil mulheres em 2024, ficando entre os piores indicadores do país, ao lado de Pernambuco, atrás apenas de Roraima, Rondônia e Ceará.

“É inadmissível que a Bahia continue ocupando posição tão alarmante em um ranking que representa vidas interrompidas, famílias destruídas e sonhos silenciados. Esses dados escancaram a necessidade de ampliar investimentos em prevenção, acolhimento e combate efetivo à violência contra a mulher”, afirmou a parlamentar.

O Atlas da Violência revelou que o Brasil registrou 3.642 homicídios de mulheres em 2024, sendo que 67,5% das vítimas eram mulheres negras. Além disso, mais de um terço dos assassinatos ocorreu dentro das residências das vítimas, evidenciando o avanço e a persistência da violência doméstica.

Ireuda destacou que o cenário exige atenção especial na Bahia, estado que possui maioria da população negra e altos índices de desigualdade social. “Quando observamos que as mulheres negras continuam sendo as maiores vítimas, entendemos que existe um componente estrutural de racismo e desigualdade atravessando essa violência. É preciso garantir proteção, autonomia econômica e acesso à rede de apoio para essas mulheres”, declarou.

A vereadora também chamou atenção para o aumento das notificações de violência doméstica não letal e de violência sexual contra meninas e adolescentes, apontados pelo estudo. “Os dados sobre abuso sexual e negligência são extremamente graves e mostram que a violência começa cedo, muitas vezes dentro do próprio ambiente familiar. Precisamos fortalecer as políticas de educação, assistência social e proteção à infância e adolescência”, ressaltou.

Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, Ireuda lembrou iniciativas defendidas durante seu mandato, como o fortalecimento da Patrulha Guardiã Maria da Penha, o Programa Nova Fase e ações voltadas à autonomia financeira feminina. “Não podemos naturalizar esses números. Cada mulher assassinada representa uma falha coletiva do Estado e da sociedade. O enfrentamento à violência precisa ser permanente, integrado e tratado como prioridade absoluta”, concluiu.

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