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Sidônio pediu coletiva sobre operação da PF para impedir que crise do Master chegue ao Planalto
Sidônio pediu coletiva sobre operação da PF para impedir que crise do Master chegue ao Planalto
Por Gabriela Echenique, Folhapress
16/04/2026 às 16:47
Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo
Chefe da Secom quer descolar governo das fraudes e responsabilizar adversários pela crise atual
Horas após a prisão do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, pediu que o ministro da Justiça, Wellington Silva, desse uma entrevista coletiva para dar recados de que o governo não tem relação com as fraudes do banco Master.
O objetivo, segundo fontes da Secom, é mostrar que a investigação está seguindo sem interferências e que as instituições estão trabalhando com total autonomia —como a PF (Polícia Federal), que pediu a prisão de Paulo Henrique.
A avaliação do Planalto é que existe uma disputa de narrativas e que a direita tem sido barulhenta nas redes, tentando colar a crise do Master no governo Lula. Por isso, a decisão de Sidônio de "mexer os pauzinhos" para descolar as fraudes do governo federal.
Governistas já começaram a ofensiva nas últimas semanas ao tentar vincular o início da crise ao ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.
A estratégia é apontar que foi na gestão anterior que o Master avançou no mercado e conseguiu operar sem uma fiscalização rigorosa da autoridade monetária.
O entorno de Lula está preocupado com o impacto do Master na campanha de reeleição do presidente. A ideia é impedir que a direita tenha vantagem com o caso.
