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Senadores vão questionar indicado de Lula sobre decisão favorável ao Master, diz Renan Calheiros
Senadores vão questionar indicado de Lula sobre decisão favorável ao Master, diz Renan Calheiros
Por Marcos Hermanson/Folhapress
13/04/2026 às 11:32
Foto: Andressa Anholete/Arquivo/Agência Senado
Renan Calheiros
A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) vai questionar o advogado Otto Lobo, indicado por Lula para a presidência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), sobre a condução de casos ligados ao banco Master, afirmou à Folha nesta segunda-feira (13) o presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Em julho, Lobo deu voto decisivo na reunião da CVM que rejeitou parecer técnico da autarquia acusando o investidor Nelson Tanure, o empresário Tércio Borlenghi Junior e o banco Master de ação orquestrada para elevar o preço das ações da empresa de gestão de resíduos Ambipar.
O voto motivou questionamento da indicação pelo Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), que deve analisar o caso e pode emitir um alerta formal sobre Lobo ao Senado. Calheiros diz que escolherá um relator e marcará a data da sabatina de Lobo quando chegar a Brasília, nesta semana.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), destravou na última quinta-feira (9) a indicação de Lobo para a presidência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), autarquia responsável por fiscalizar o mercado de capitais no Brasil. Ele estava com a indicação nas mãos desde o dia 2 de fevereiro.
Otto Lobo, que é um advogado carioca especializado em direito societário e do mercado de capitais, não estava entre os mais cotados para a indicação à autarquia. Ele chegou à direção da CVM em 2022, pelas mãos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e ocupou a presidência de forma interina entre julho e dezembro de 2025.
Responsável por fiscalizar o mercado financeiro, a CVM passa por uma crise, com desfalque nas diretorias e acúmulo de escândalos que mostraram falhas no trabalho de fiscalização –é o caso do Master e da gestora de fundos Reag, por exemplo, além da fraude das lojas Americanas.
