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‘Rui Costa trocou um supermercado que ajudava o povo pobre por um cartão que superendividou o servidor’, diz deputado

‘Rui Costa trocou um supermercado que ajudava o povo pobre por um cartão que superendividou o servidor’, diz deputado

Por Redação

13/04/2026 às 21:25

Atualizado em 13/04/2026 às 21:16

Foto: Sandra Travssos/Agência Alba/Arquivo

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O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil)

O deputado estadual Luciano Ribeiro (União Brasil) criticou as declarações do ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), que defendeu a privatização da rede Cesta do Povo ao classificá-la como um “supermercado falido”.

Rui afirmou que a estatal acumulou cerca de R$ 1 bilhão em prejuízo e justificou a venda como uma necessidade fiscal. A fala provocou reação do parlamentar da oposição, que questionou a lógica da decisão. “A Cesta do Povo não nasceu para ter lucro, nasceu para ajudar o povo pobre. Sempre foi assim, para que as pessoas pudessem comprar produtos mais baratos”, afirmou Luciano Ribeiro.

O deputado ressaltou ainda o papel social e econômico da rede ao longo dos anos. “A Cesta do Povo era um regulador de preços, ajudava a controlar a ganância dos grandes supermercados, oferecia produtos de qualidade e ainda gerava milhares de empregos no Estado”, disse.

Ele também criticou o histórico da gestão petista em relação ao programa e disse que a decisão de extinguir a rede não condiz com o discurso social adotado pelo ex-governador. “É inacreditável que um ex-ministro que diz que gosta de cuidar de gente, que gosta do povo, dê uma declaração como essa, depois de ter sucateado e acabado com a Cesta do Povo”, afirmou.

Luciano Ribeiro ainda associou a privatização ao surgimento de mecanismos como o Credcesta, cartão de crédito consignado voltado para servidores públicos, e fez críticas ao modelo. “Então ele está dizendo que a solução que encontrou foi essa? Superendividar os servidores do Estado com esse negócio de Credcesta, com Banco Master?”, questionou.

Na avaliação do parlamentar, há uma contradição entre o fim de um programa social e a criação de alternativas que, segundo ele, prejudicam os servidores. “Na cabeça dele, acabar com um supermercado que vendia produtos mais baratos para as pessoas mais pobres era ruim, e bom foi superendividar o servidor do Estado? Essa conta não está fechando”, concluiu.

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