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Motta insiste em PEC para fim da escala 6x1, mas Lula diz que mandará projeto mesmo assim

Motta insiste em PEC para fim da escala 6x1, mas Lula diz que mandará projeto mesmo assim

Proposta será remetida de hoje para amanhã, afirma José Guimarães

Por Caio Spechoto/Laura Scofield/Mariana Brasil/Folhapress

14/04/2026 às 19:00

Foto: Kayo Magalhães/Câmara Dos Deputados/Arquivo

Imagem de Motta insiste em PEC para fim da escala 6x1, mas Lula diz que mandará projeto mesmo assim

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a defender, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que a Casa discuta a redução da jornada de trabalho por meio de PEC (proposta de emenda à Constituição). Lula, porém, reforçou que mesmo com a preferência de Motta pela PEC, enviará um projeto de lei com urgência constitucional para tentar acelerar a tramitação.

Os dois abordaram a redução da jornada de trabalho durante almoço nesta terça-feira (14), que também contou com a participação do novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e do novo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).

O projeto que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1, de seis dias de trabalho e um de descanso, é uma das prioridades do governo para este ano eleitoral.

Motta definiu pela tramitação em forma de PEC no início de fevereiro e o relator do texto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara deve apresentar o texto nesta quarta-feira (15). A tramitação da PEC é mais demorada, pois requer ainda a criação de uma comissão especial. Depois, o texto deve ser aprovado em dois turnos pelo plenário.

Setores governistas defendem há semanas o envio de um projeto com urgência constitucional, que tem prazo de 45 dias de tramitação em cada Casa, para acelerar a discussão. O Executivo, porém, hesitou para reduzir as chances de atrito com Motta.

Na última semana, Motta disse que foi informado pelo então líder do governo, José Guimarães, que o governo havia desistido de enviar o projeto. O Planalto, entretanto, negou esse acordo.

Parte dos deputados prefere que o projeto tramite em forma de PEC para terem mais protagonismo sobre a proposta, que é popular e tem apelo eleitoral. Motta também teria dito que a proposta retoma o protagonismo da Câmara, segundo o presidente do Republicanos, Marcos Pereira.

Com esse formato, o Congresso também teria mais poder sobre o tema, uma vez que propostas de emenda à Constituição não dependem de sanção presidencial.

Ao enviar um projeto de lei, Lula quer manter o direito a veto de trechos da proposta que for aprovada. Além disso, integrantes do governo desconfiam que a Câmara se voltou para a PEC justamente por ser um tipo de projeto com maior dificuldade para ser aprovado.

Ficou acertado no almoço que, após o envio do projeto, Motta e os representantes do governo discutirão com as demais bancadas da Câmara para definir os próximos passos da discussão.

"Nós acertamos que vamos enviar o projeto de lei com urgência constitucional sobre o 6x1", disse Guimarães a jornalistas no Palácio do Planalto. Ele afirmou que o projeto será remetido "de hoje para amanhã".

"Uma crise que estava existindo, manda ou não manda, está superada. É um desejo do presidente encaminhar, e o presidente Hugo Motta concordou. Nós vamos sentar lá e discutir", declarou o ministro das Relações Institucionais.

Guimarães assumiu a articulação política em cerimônia realizada poucas horas antes, também no Planalto.

No almoço, também ficou acertado que o projeto de lei que regulamenta o trabalho por aplicativos não terá votação neste momento. A avaliação do governo é de que o ambiente político está conturbado para este tema. Motta indicou a Lula que aceita retirar o projeto de discussão por tempo indeterminado.

Na segunda-feira, 13, o relator da proposta, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), demonstrou insatisfação com a retirada do projeto.

"O governo agora que mande o projeto e depois justifique para a população o aumento dos preços", disse nesta terça. "Vou ficar aguardando o governo mandar o projeto dele. Estou desafiando o ministro Boulos", afirmou.

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral, é quem articula a proposta pelo lado do governo federal.

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