Motta banca vitória de petista para o TCU e sela aliança com partido
Por Fábio Zanini e Gabriela Echenique/Folhapress
15/04/2026 às 12:20
Atualizado em 15/04/2026 às 12:39
Foto: Bruno Spada/Arquivo/Câmara dos Deputados
Hugo Motta
Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) o aconselharam até poucas horas antes da votação para ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) a adiar a sessão, apontando risco de derrota para o candidato apoiado por ele, Odair Cunha (PT-MG).
Motta, no entanto, manteve a eleição, confiante na vitória do petista, de quem era o principal cabo eleitoral.
No fim, Cunha ganhou com maioria folga de 303 votos, tornando-se o primeiro petista eleito para o TCU desde a redemocratização. Em outras duas ocasiões políticos ligados ao partido saíram derrotados: os deputados José Pimentel (CE) em 2005 e Paulo Delgado (MG), em 2007.
A vitória foi comemorada pelo entorno do presidente da Câmara, que viram uma afirmação da autoridade dele após um primeiro ano de mandato conturbado, em que sofreu muitas críticas do governo e da oposição.
O PT comemorou o que considerou ser uma "vitória acachapante". "Estávamos confiantes, traçamos estratégias, conversamos com parlamentares de vários partidos e conseguimos colocar de pé um acordo fechado com várias legendas", diz o líder do partido na Câmara, Pedro Uczai (SC).
Para um deputado petista, Motta se credencia a ter o apoio do partido para sua reeleição como presidente da Câmara, em 2027.
Cunha também agradeceu ao empenho do novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e foi agradecer a ele pessoalmente numa comemoração horas após ser eleito.
