‘É fundamental para as crianças’, diz Kiki sobre Pé na Escola
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
27/04/2026 às 18:08
Foto: Política Livre
O vereador Kiki Bispo (União Brasil)
Líder do governo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Kiki Bispo (União Brasil) saiu em defesa do programa “Pé na Escola” em meio à suspensão temporária das matrículas anunciada pela Secretaria Municipal da Educação de Salvador. A pasta informou que o sistema foi interrompido para ajustes operacionais e revisão de fluxos administrativos, após a identificação de “movimentações atípicas” desde o dia 19 de abril.
Em entrevista à imprensa após a sessão ordinária da Casa Legislativa soteropolitana desta segunda-feira (27), o edil declarou que o programa é essencial para a melhoria da educação no município e ressaltou o apoio da população.
“Olha, veja bem, primeiro o programa é fundamental e importante para as nossas crianças. E quem está falando isso não sou eu, quem está falando isso são as mães, sobretudo as mães, que veem no programa a possibilidade de melhorar a qualidade do ensino em nossa cidade”, afirmou.
O vereador ainda pontuou a importância da retomada das atividades do projeto.
“E a retomada segue na mesma linha: colocar o programa em vigência e ajudar as pessoas. Eu acho que esse é o grande propósito do programa”, acrescentou.
A suspensão do “Pé na Escola” gerou críticas de membros da oposição, que cobram explicações da gestão municipal e maior transparência no processo. A Prefeitura, por sua vez, afirmou que as correções são necessárias para garantir a regularidade do sistema e a continuidade do programa.
Durante a entrevista, Kiki também falou sobre o cenário político ao comentar as recentes mudanças de posicionamento do senador e pré-candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos), que voltou atrás e afirmou ter votado no presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas eleições de 2022, após declarações anteriores contraditórias.
Para o edil, esse tipo de mudança faz parte da dinâmica da política e não deve ser tratado como algo fora da normalidade.
“Primeiro, as migrações políticas ocorrem. Ninguém está obrigado a permanecer em um grupo político, dependendo da sua vontade. Tanto o nosso grupo já teve perdas para o lado de lá, como também o grupo político de lá para o nosso lado. Eu acho que isso faz parte também do jogo político”, declarou.
Bispo também comentou as movimentações de lideranças políticas e alianças recentes no estado como exemplo de reorganização de forças.
“Estamos aí com a chapa fortalecida. João Roma foi candidato em 2022 e está do nosso lado novamente. O Coronel foi do lado de lá e está conosco. Acho que faz parte do dia a dia, faz parte dos compromissos políticos”, continuou.
Para concluir, Kiki relacionou as reações públicas de lideranças ao ambiente de tensão política e eleitoral.
“Perceba que o próprio ex-ministro Rui Costa tem ido para as rádios, tem falado com a imprensa de forma muito raivosa, muito rancorosa, e isso acaba gerando uma reação. Acho que faz parte do debate político”, finalizou.
