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Associação Comercial da Bahia destaca avanço após PGR apoiar lei sobre áreas de preservação nas cidades
Associação Comercial da Bahia destaca avanço após PGR apoiar lei sobre áreas de preservação nas cidades
Entidade destaca que posicionamento reforça segurança jurídica e permite conciliar proteção ambiental com desenvolvimento urbano sustentável
Por Redação
27/04/2026 às 19:40
Foto: Divulgação
A presidente da Associação Comercial da Bahia, Isabela Suarez, e o advogado Georges Humbert
A manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) favorável à constitucionalidade da Lei nº 14.285/2021, que diferencia o tratamento de Áreas de Preservação Permanente (APPs) em contextos urbanos e rurais, foi recebida como um avanço importante por entidades ligadas ao direito ambiental e ao desenvolvimento sustentável. A Associação Comercial da Bahia (ACB) está entre as instituições que comemoram o posicionamento, destacando seus impactos positivos para a segurança jurídica e o planejamento urbano.
O parecer, assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, foi apresentado no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.146/DF e recomenda que o Supremo Tribunal Federal considere válida a norma. Segundo a PGR, a lei não implica retrocesso ambiental, mas garante salvaguardas importantes, como a vedação de ocupação em áreas de risco e a necessidade de observância de planos ambientais e urbanísticos.
A legislação permite que municípios definam, dentro de critérios técnicos e legais, as faixas de preservação em áreas urbanas consolidadas, respeitando as particularidades locais. O entendimento reforça o princípio federativo e reconhece que a realidade urbana exige soluções distintas das aplicadas ao meio rural.
Para a presidente da ACB, Isabela Suarez, a manifestação da PGR representa um avanço importante na construção de políticas públicas mais eficazes. “Esse posicionamento reforça a importância de reconhecer as especificidades dos territórios urbanos brasileiros. Ao valorizar o papel dos municípios e permitir soluções adequadas à realidade local, a PGR contribui para um modelo de desenvolvimento que alia responsabilidade ambiental, segurança jurídica e inclusão social”, afirma.
Já o advogado Georges Humbert, vice-presidente de Sustentabilidade da ACB e presidente do Instituto Brasileiro de Direito Ambiental e Sustentabilidade (Ibrades), destaca que o entendimento consolida uma tese defendida há anos. “Na prática, a regra já era aplicada em várias cidades, como Salvador, onde o ordenamento local, há anos, reconhece as peculiaridades das áreas urbanas consolidadas”, pontua.
A ADI segue em tramitação no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça. A expectativa da ACB é que a Corte acompanhe o entendimento da PGR, consolidando um novo paradigma na gestão ambiental urbana no país.
