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Consignado CLT deve chegar a R$ 20 bilhões por mês ainda neste ano, projeta fintech de crédito
Consignado CLT deve chegar a R$ 20 bilhões por mês ainda neste ano, projeta fintech de crédito
Por Alex Sabino / Folha de São Paulo
27/03/2026 às 11:30
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Mercado espera também a regulamentação do FGTS como garantia no consignado
A projeção da BYX Capital, fintech de infraestrutura de crédito, é que o mercado do Crédito do Trabalhador, o consignado CLT, deve chegar a R$ 20 bilhões por mês até o final do ano. Lançado em 21 de março de 2025, o programa soma 20,9 milhões de contratos. Em janeiro, atingiu o recorde de volume mensal: R$ 13,1 bilhões.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, são R$ 84 bilhões acumulados desde o início da modalidade. Com a migração dos contratos antigos, o total chega a R$ 117,1 bilhões. É um resultado que ficou abaixo da meta do governo federal de R$ 100 bilhões nos três primeiros meses.
Para a BYX, a oportunidade está nas micro e pequenas empresas por causa do aprimoramento das ferramentas de análise de crédito. Essas companias têm alto índice de rotatividade e menor estrutura operacional, o que encarece o crédito.
"Mas o crescimento não depende apenas desse público. Hoje temos 9,5 milhões de CPFs no Crédito do Trabalhador e, com o amadurecimento da modalidade, podemos oferecer mais crédito com modelo mais refinado e confiável", diz Fernando Perrelli, CEO da BYX.
A taxa média do consignado CLT ficou em 3,85% ao mês no primeiro ano de vigência. Para aposentados foi de 1,81% ao mês e 1,79% ao mês para servidores públicos. São custos abaixo do cheque especial (7,52% ao mês) e do rotativo do cartão de crédito (14,81% ao mês).
A regulamentação do FGTS como garantia, ainda não implementada pelo governo, é vista como um divisor de águas para o setor. "Ela permite que os bancos operem com clientes e empresas de maior perfil de risco, mas com taxas significativamente mais baixas. Isso amplia o acesso ao crédito sem elevar a inadimplência", completa Perrelli.
A proposta em discussão prevê que o trabalhador possa usar até 10% do saldo do FGTS e 100% da multa rescisória em caso de demissão sem justa causa como garantia.
