Home
/
Noticias
/
Bahia
/
Soldado Prisco cobra resposta do governo após morte de capitão da PM em Salvador
Soldado Prisco cobra resposta do governo após morte de capitão da PM em Salvador
Por Redação
16/01/2026 às 16:21
Foto: Reprodução
O ex-deputado estadual Soldado Prisco (PL) manifestou indignação com a morte do capitão da Polícia Militar Osniésio Pereira Salomão, de 37 anos, assassinado a tiros na noite desta quinta-feira (15) durante uma troca de tiros na capital baiana. Para o líder da categoria, o crime expõe a fragilidade da política de segurança pública conduzida pelo governo do estado.
Conhecido como capitão Salomão, o oficial era lotado na 18ª CIPM/Periperi e tinha trajetória respeitada na corporação. Formado em 2010, também atuou como subcomandante do Batalhão Gêmeos, unidade especializada no combate a furtos e roubos em coletivos. A notícia da morte gerou forte comoção entre policiais e moradores da região onde ele trabalhava.
Prisco afirmou que a Bahia vive um cenário de “guerra não declarada” e cobrou providências imediatas do governador Jerônimo Rodrigues. “Estamos perdendo nossos irmãos de farda para bandidos cada vez mais ousados. O Estado precisa reagir com firmeza, valorizar a tropa e enfrentar o crime com seriedade”, declarou.
O Soldado Prisco também criticou a declaração do governador de que o capitão não estava em serviço no momento do assassinato. Para Prisco, o argumento não diminui a responsabilidade do poder público. “Policial é policial 24 horas. Quando um agente é morto, é o próprio Estado que está sendo atacado. Não cabe relativizar uma tragédia como essa”, afirmou.
Representante histórico das associações de militares, Prisco voltou a defender melhores condições de trabalho, investimento em inteligência e endurecimento da legislação contra organizações criminosas. Ele lembrou que, nos últimos anos, diversos policiais foram vítimas de homicídio no estado, sem que houvesse mudança efetiva na estratégia de enfrentamento.
Colegas de farda descreveram o capitão Salomão como profissional dedicado e próximo da comunidade.
Para Soldado Prisco, a morte do oficial deve servir de marco para uma revisão profunda das políticas públicas. “Não podemos tratar isso como mais um número. É a vida de quem jurou defender a sociedade. O governo precisa ouvir quem está na ponta e adotar medidas reais antes que outras famílias passem por essa dor”, concluiu.
