Resistência no Congresso trava avanço da pauta de segurança do governo Lula
Por Redação
21/01/2026 às 10:40
Foto: Kayo Magalhães/Arquivo/Câmara Dos Deputados
Plenário da Câmara
O governo do presidente Lula enfrenta forte resistência no Congresso para avançar na pauta da segurança pública, considerada prioridade no ano eleitoral. A missão caberá ao novo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, que, sem experiência parlamentar, terá de ampliar o diálogo com deputados e senadores para destravar propostas centrais do Executivo, como a PEC da Segurança Pública e o projeto de lei antifacção, ambos alterados pelo Legislativo de forma considerada prejudicial pelo Planalto. A reportagem é do jornal O Globo.
Segundo a avaliação do governo, a aprovação da PEC é condição essencial para ampliar atribuições federais na área e viabilizar a criação do Ministério da Segurança Pública, promessa de campanha de Lula. O texto, no entanto, sofreu mudanças rejeitadas pelo Executivo, como a divisão do Fundo Nacional de Segurança Pública apenas entre estados e DF e a limitação do papel da Polícia Federal no combate a organizações criminosas e milícias. No caso do PL antifacção, há receio de novas alterações na Câmara, após ajustes feitos pelo Senado para recompor pontos retirados anteriormente.
Apesar das dificuldades, a segurança pública ganhou centralidade no Congresso e deve ser um dos principais temas das próximas eleições. O número de projetos sobre o tema aumentou significativamente, impulsionado pela pressão popular e por episódios de violência de grande repercussão. Enquanto o governo tenta reforçar o discurso de combate ao crime organizado e à corrupção de alto escalão, parlamentares admitem que o debate segue fortemente marcado por disputas ideológicas e interesses eleitorais.
