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Presidente interina da Venezuela já comemorou liberdade de Lula e ironizou derrota de Bolsonaro

Presidente interina da Venezuela já comemorou liberdade de Lula e ironizou derrota de Bolsonaro

Por João Pedro Bitencourt / Estadão Conteúdo

06/01/2026 às 12:30

Foto: Divulgação

Imagem de Presidente interina da Venezuela já comemorou liberdade de Lula e ironizou derrota de Bolsonaro

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, já se posicionou publicamente nas redes sociais sobre episódios passados da política brasileira. Integrante do regime chavista, ela manifestou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez críticas aos ex-presidentes Jair Bolsonaro (PL) e Michel Temer (MDB).

No último sábado, 3, a Suprema Corte da Venezuela determinou que Delcy assumisse interinamente a presidência do país. A decisão ocorreu após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Ela tomou posse nesta segunda-feira, 5.

Em outubro de 2022, após a vitória de Lula nas eleições presidenciais brasileiras, Delcy celebrou o resultado. "Viva Lula! Viva o grande povo do Brasil, que abre novos caminhos para a nossa América Latina!", escreveu à época.

Ela também ironizou a derrota de Bolsonaro, afirmando que o então presidente havia "se metido com a Venezuela". Na ocasião, Delcy publicou uma imagem com líderes do Grupo de Lima, criado em 2017 para coordenar pressão política contra o governo venezuelano. Na montagem, ela marcou com a letra "X" os rostos de presidentes que não conseguiram se reeleger ou eleger sucessores.

Em dezembro de 2019, Delcy criticou a decisão do governo Bolsonaro de conceder status de refugiado a cinco militares venezuelanos, classificando o Brasil como um "santuário de terroristas".

Ainda naquele ano, ela comemorou a soltura de Lula, em novembro, ao repostar um vídeo do presidente deixando a prisão ao lado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Na publicação, escreveu que a Venezuela celebrava a liberdade do petista.

Delcy também se posicionou contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, classificando o processo como um golpe de Estado. No ano seguinte, já sob o governo Temer, ela repostou uma foto do então presidente brasileiro ao lado da ativista Lilian Tintori, esposa de Leopoldo López, líder da oposição venezuelana preso à época.

A publicação ocorreu no mesmo dia em que o empresário Joesley Batista, da JBS, relatou em delação premiada que Michel Temer teria dado aval a uma operação para comprar o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha.

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