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STF condena a 14 anos de prisão homem que fez live em cadeira de Moraes no 8 de Janeiro

STF condena a 14 anos de prisão homem que fez live em cadeira de Moraes no 8 de Janeiro

Votação foi unânime na Primeira Turma; defesa de Aildo Francisco Lima diz que ele agiu sob a ‘influência de multidão em tumulto’

Por Eduardo Barretto/Estadão

16/12/2025 às 20:20

Atualizado em 16/12/2025 às 20:59

Foto: Reprodução/STF

Imagem de STF condena a 14 anos de prisão homem que fez live em cadeira de Moraes no 8 de Janeiro

Aildo Francisco Lima participou da invasão ao STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira, 16, a uma pena de 14 anos de prisão o réu Aildo Francisco Lima, que fez uma live na cadeira do ministro Alexandre de Moraes durante os atos golpistas do 8 de Janeiro. O julgamento, na Primeira Turma da Corte, foi unânime. Lima ficou um ano e meio preso e está em regime domiciliar desde abril passado.

O homem foi condenado pelos seguintes crimes:

  • Abolição violenta do Estado democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para vítima;
  • Deterioração do patrimônio tombado. A defesa nega irregularidades.

Além da pena de 14 anos de prisão, Lima terá de pagar, com todos os outros condenados nas ações do 8 de Janeiro, uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

Nas alegações finais, a Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de Lima. “Nas imagens, Aildo Francisco Lima aparece sentado em uma das cadeiras retiradas da Suprema Corte, afirmando: ‘Aê pessoal... essa daqui é a cadeira do ‘Xandão’. Tô sentado na cadeira do “Xandão’. P..., agora eu sou um ministro da Corte. Vamos lá, c...”, escreveu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, reforçando o posicionamento da Polícia Federal.

Por outro lado, a defesa de Aildo Francisco Lima rebateu a acusação. “Aildo se deslocou até a Praça dos Três Poderes naquele dia 8 de janeiro para participar de uma manifestação pacífica e ordeira, tendo supostamente praticado os crimes descritos exclusivamente sob a influência de multidão em tumulto”, afirmaram os advogados do réu.

Ainda segundo a defesa, Lima é “uma pessoa muito benquista entre todos que lhe conhecem, conceituado, estimado e respeitado, sempre muito solícito, trabalhador e honesto, sem nunca ter sequer sido relacionado a nenhuma prática criminosa”.

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