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Juíza afasta risco de fuga e ordena tornozeleira para Daniel Vorcaro, que deve ser solto
Juíza afasta risco de fuga e ordena tornozeleira para Daniel Vorcaro, que deve ser solto
Por Ana Pompeu, Folhapress
28/11/2025 às 21:07
Foto: Reprodução/Esfera Brasil no Youtube/Arquivo
O empresário Daniel Vorcaro
A juíza Solange Salgado da Silva, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) determinou nesta sexta-feira (28) que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deve ser monitorado com o uso de tornozeleira eletrônica depois de ser solto. Ele havia sido preso pela Polícia Federal no dia 17, quando se preparava para embarcar num voo para o exterior.
A juíza afirmou que as suspeitas sobre Vorcaro são graves, mas apontou que o uso da tornozeleira e outras medidas são suficientes.
"Embora inegável a gravidade dos fatos e o vultoso montante financeiro envolvido, verifica-se que a substituição da prisão por um conjunto de medidas cautelares robustas [...] mostra-se suficiente para, atualmente, acautelar o meio social, prevenir eventual reiteração delitiva, garantir a ordem econômica, garantir o regular prosseguimento da persecução penal e coibir o risco de fuga", escreveu.
Vorcaro havia sido preso no aeroporto de Guarulhos (SP), quando embarcava para Dubai. Ao determinar a soltura, a juíza afirmou que o banqueiro comprovou que havia comunicado previamente ao Banco Central que voaria para os Emirados Árabes Unidos, com o objetivo de se reunir com empresários interessados na compra do Master.
"Assim, o risco residual de evasão do distrito da culpa mostra-se controlável por meio de medida menos gravosa, consistente na entrega e retenção do(s) passaporte(s), revelando-se esta providência apta e proporcional", determinou.
A decisão estendeu a soltura a Augusto Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, também investigados.
A juíza determinou que Vorcaro e os demais sejam monitorados com tornozeleira eletrônica e proibiu que eles tenham contato entre si, com testemunhas do caso e com funcionários e ex-funcionários do Master e do BRB. Além disso, ficam suspensos de atividades de natureza financeira e ficam com os passaportes retidos.
A operação, chamada de Compliance Zero pela PF, teve o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.
Policiais federais cumpriram cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.
Foram presos preventivamente, além de Vorcaro e Augusto Lima, Luiz Antônio Bull, diretor de riscos do banco, Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de tesouraria e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master.
