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Caiado discute com deputado do PT durante debate sobre PEC da Segurança do governo Lula

Caiado discute com deputado do PT durante debate sobre PEC da Segurança do governo Lula

Por Ranier Bragon/Folhapress

28/05/2025 às 20:20

Atualizado em 28/05/2025 às 20:20

Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil)

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), voltou nesta quarta-feira (28) a criticar a PEC da Segurança Pública apresentada pelo governo Lula (PT), afirmando que a medida visa tirar o poder dos governadores e dar passe livre para facções criminosas atuarem nas mais diversas regiões do país.

Caiado é pré-candidato de oposição à Presidência da República em 2026. Ele participou de debate sobre o tema na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, que analisa a proposta apresentada pelo governo.

Em determinado momento de sua explanação, Caiado patrocinou uma discussão mais acalorada com o deputado do PT Patrus Ananias (MG), que é ex-ministro e ex-prefeito de Belo Horizonte.

Caiado falava sobre a paternidade de crimes no país, dizendo que, entre outros, delitos como tráfico de drogas são de responsabilidade do governo federal.

Patrus se exaltou e pediu respeito no momento em que Caiado se referia a esses crimes como sendo "dele" no sentido de serem do governo que o deputado apoia. Patrus disse que não estava na comissão falando em nome do governo ou do PT, mas apenas em nome de seu mandato.

O governo Lula nega que a proposta irá tirar autonomia dos governadores.

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), também participou do debate e sugeriu acréscimos à proposta, como aumento de penas e melhor alocação de recursos, além de defender uma coalizão nacional contra o crime organizado.

A PEC da Segurança Pública, elaborada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, visa reforçar a atuação do governo federal na área, estabelecendo diretrizes mínimas a serem seguidas por órgãos de segurança de todo o país.

Após a votação da medida, ela vai passar ainda por uma comissão especial e, depois, vai ao plenário, onde precisa do voto de ao menos 308 dos 513 deputados. Caso seja aprovada, ela segue para o Senado.

Além de Caiado, na sessão a chamada "bancada da bala" se opõe à medida e defende a sua rejeição.

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