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Órgãos do governo acertam com MPF protocolo para padronizar as regras de acordos de leniência
Órgãos do governo acertam com MPF protocolo para padronizar as regras de acordos de leniência
Por Danielle Brant/Folhapress
05/04/2025 às 10:00
Atualizado em 05/04/2025 às 10:00
Foto: Divulgação

A AGU (Advocacia-Geral da União), a CGU (Controladoria-Geral da União) e o Ministério Público Federal devem assinar na última semana de abril um acordo de cooperação técnica para padronizar regras envolvendo acordos de leniência.
O protocolo é estudado há anos para atenuar divergências nos acordos negociados separadamente pelos órgãos. Isso se manifestou na Lava Jato, por exemplo, quando houve contestação a acordos firmados pelo MPF, especialmente quanto ao valor de indenizações.
Em 2020, TCU (Tribunal de Contas da União), CGU, AGU e Ministério da Justiça e da Segurança Pública assinaram, sob coordenação do STF (Supremo Tribunal Federal), um termo de cooperação sobre a realização de acordos de leniência com companhias investigadas por desvio de dinheiro.
Mas o Ministério Público Federal, comandado na época por Augusto Aras, ficou de fora —havia uma avaliação de que o acordo técnico poderia esvaziar o papel do órgão.
Uma das questões mais sensíveis, segundo pessoas a par das conversas, dizia respeito à diferença entre MPF e CGU sobre o cálculo de sanções e valores a serem devolvidos pelas empresas.
O acordo vai alinhar a metodologia de apuração dos valores, aproveitando o sistema já desenvolvido pela CGU. Por outro lado, a expertise em avaliação de provas do MPF será aproveitada pelos demais órgãos para expandir as investigações de desvios a outros atores.
A padronização vai aumentar a segurança jurídica e reduzir riscos na assinatura dos acordos, avaliam especialistas dos órgãos envolvidos no acordo.
