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O Brasil ainda não aprendeu as lições da pandemia, diz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde
O Brasil ainda não aprendeu as lições da pandemia, diz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde
Por Política Livre
07/04/2025 às 11:20
Atualizado em 07/04/2025 às 17:16
Foto: Política Livre

Passados dois anos desde o fim da pandemia do coronavírus que deixou mais de 700 mil brasileiros mortos, o Brasil ainda não aprendeu as lições da crise sanitária. A avaliação é do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta em entrevista ao Política Livre.
Mandetta foi titular da pasta durante a primeira fase da pandemia e deixou o governo justamente por divergir do então presidente Jair Bolsonaro quanto aos métodos validaria pela ciência para enfrentar a doença, que eram, a priori, o uso de máscara e o distanciamento social, inclusive com lockdown.
“Olha, eu acho que o Brasil precisava ter feito já algumas coisas, uma delas era refletir e ver quais são as lições da pandemia, que ali foram muitos recursos, muitos equipamentos, como é que estão os hospitais, o que foi feito daquilo tudo, e se tiver outra, será que a gente vai estar na mesma situação que a gente estava antes?”, questionou Mandetta, ao apontar uma crítica à gestão de Saúde no governo Lula 3.
“Eu acho que faltou essa linha do tempo de continuidade e eu não vejo nenhuma política inovadora, não vejo nada que não seja uma repetição de governos anteriores, infelizmente não vejo nenhuma novidade”, pontuou.
Mandetta participou, na última sexta-feira (4), em Salvador, do lançamento da pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), à presidência da República, mas despistou sobre um eventual retorno à vida pública no exercício ministerial.
“Eu ajudo, eu sou um cidadão, o bom é que cada um é um voto, todo mundo é igual, eu ajudo”.
Mandetta afirmou que vê Caiado como um quadro capaz de aglutinar o campo das oposições, a fim de distensionar o ambiente conflituoso da polarização, além de ser uma boa alternativa para a possível federação União Brasil-PP, cujas negociações estão em curso.
“Eu estou vendo com muita felicidade de estar em um partido vivo, discutindo sempre para o futuro, sempre para a frente, para achar soluções para o país. Aquela política de divisão, de ruptura da sociedade, ela levou a muitas confusões nas famílias, briga”,
“Agora não, agora é uma pessoa pacificadora, uma pessoa bacana, que é o Caiado, que tem condição de propor a federação, de arrumar. Eu vejo uma liderança muito experimentada conduzindo o partido, estou muito feliz”, emendou.
