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Dólar cai a R$ 6,03 com ameaça de Trump de impor tarifas sobre importações; Bolsa bate 123 mil pontos

Dólar cai a R$ 6,03 com ameaça de Trump de impor tarifas sobre importações; Bolsa bate 123 mil pontos

Por Vitor Hugo Batista/Folhapress

21/01/2025 às 18:00

Atualizado em 21/01/2025 às 18:00

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo

Moeda americana fechou a sessão desta terça-feira (21) com leve queda de 0,18%

O dólar fechou a sessão desta terça-feira (21) com leve queda de 0,18%, cotado a R$ 6,031, refletindo a reação do mercado diante da ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas de 25% sobre produtos importados do México e Canadá a partir de 1º de fevereiro.

A moeda norte-americana abriu em alta e permaneceu assim durante toda a manhã, mas inverteu o movimento e passou a cair durante a tarde. Segundo analistas, o mercado está incerto de que o governo Trump vai adotar um tom mais agressivo contra parceiros comerciais ou não, fazendo a moeda oscilar constantemente durante a sessão.

Trump disse ainda que as tarifas sobre produtos chineses seriam de 100%, além de exigir que a União Europeia comprasse mais petróleo dos EUA.

Já a Bolsa subia 0,41%, aos 123.362 pontos, às 17h07, tendo como pano de fundo desempenho misto de commodities como petróleo e minério de ferro.

Na cena doméstica, a sessão foi marcada por noticiário esvaziado no Brasil. Ao contrário do que ocorreu na segunda-feira, o BC (Banco Central) se manteve longe dos negócios nesta terça. Na véspera, a divisa dos EUA encerrou com queda de 0,36%, cotado a R$ 6,042. A Bolsa encerrou com alta de 0,41%, aos 122.855 pontos.

Diante disso, o mercado voltou as atenções para os acontecimentos do cenário externo, com os acontecimentos políticos e econômicos da nova gestão Trump em foco.

Nesta terça-feira pela manhã, o dólar estava em valorização na comparação com outras moedas, mas passou a se desvalorizar no início da tarde e inverteu novamente o movimento, passando por um alívio diante de outras divisas.

Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, o início do mandato de Trump na Casa Branca traz incertezas que impulsionam a volatilidade da divisa dos EUA.

"Quem acompanhou o primeiro mandato de Trump sabe como é uma montanha-russa de emoções, o que deve acontecer especialmente neste início, com muitas dúvidas sobre o tom que ele adotará em relação às tarifas", afirma.

Para o analista, a volatilidade será uma constante no novo governo do presidente americano, em especial com a definição dos rumos para novos capítulos da guerra comercial e questões tarifárias, e diante de um cenário de ausência de fatores domésticos relevantes.

"O mercado está atento e em compasso de espera em relação a anúncios que Trump possa fazer nesse início de mandato, já que ele não detalhou como vai funcionar as tarifas de importação, o que aliviou os ânimos, mas deixa o mercado na incerteza. Isso deixa o mercado volátil também", Rodrigo Cohen, analista de investimentos.

Na abertura dos mercados na Europa, o euro chegou a cair 0,6% e estava cotado a US$ 1,04. A libra esterlina tinha queda de 0,6%, a US$ 1,23, enquanto o peso mexicano se desvalorizava 1,3%, e o dólar canadense, 1%.

Uma das poucas moedas que chegou a se valorizar frente à divisa norte-americana foi o iene, que fechou em alta de 0,5%, cotado a 154,78 ienes.

As principais Bolsas da Ásia não sofreram oscilações significativas. As ações de Hong Kong subiram 0,91%, maior patamar em cinco semanas, em movimento antagônico às ações de baterias e energia, que caíram. Já as Bolsas da China ficaram praticamente estáveis, com o índice CSI300 (que reúne as principais companhias de Xangai e Shenzhen) oscilando positivamente 0,08%, e o índice de Xangai, negativamente a 0,05%. No Japão, o índice Nikkei subiu 0,32%.

Já o minério de ferro teve alta de 0,56% no contrato de maio na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China, cotado a 804,5 iuanes (US$ 110,57) a tonelada. No início da sessão, o contrato atingiu o valor mais alto desde 12 de dezembro de 2024, em 808 iuanes.

Após vencer as eleições de novembro, Trump tomou posse nesta segunda, ao lado do vice, J.D. Vance, retornando à Casa Branca após quatro anos.

A cerimônia começou com a tradicional participação de Trump em um culto na Igreja Episcopal de St. John, localizada próxima à Casa Branca.

Em seguida, como parte do protocolo de transição, ele tomou chá com o agora ex-presidente Joe Biden. Devido ao mau tempo em Washington, com previsão de frio intenso e neve, o juramento foi realizado dentro do Capitólio.

Trump e Vance se reuniram com apoiadores em um centro de eventos na capital americana, onde o presidente fará seu primeiro discurso oficial. Depois, já na Casa Branca, Trump assinou os primeiros atos do mandato.

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