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Ireuda Silva repudia fala racista na premiação da Academia Rio-Grandense de Letras e parabeniza a coragem de Eliane Marques

Ireuda Silva repudia fala racista na premiação da Academia Rio-Grandense de Letras e parabeniza a coragem de Eliane Marques

Por Redação

16/12/2024 às 09:35

Atualizado em 16/12/2024 às 10:00

Foto: Valdemiro Lopes/Arquivo/CMS

Ireuda Silva

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice da Comissão de Reparação, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), manifestou repúdio às declarações feitas pelo presidente da Academia Rio-Grandense de Letras (ARL), Airton Ortiz, durante a cerimônia de premiação da entidade na última quinta-feira (12). Ortiz associou a tradição literária do Rio Grande do Sul à imigração alemã e italiana, em detrimento do restante do Brasil, “colonizado por escravizados”. A fala foi amplamente criticada, gerando indignação entre os presentes, especialmente pela escritora Eliane Marques, que se destacou pela coragem ao enfrentar a situação.

“É inadmissível que, em pleno século XXI, perpetuem-se narrativas racistas que desvalorizam a contribuição de pessoas negras para a construção cultural e histórica do nosso país. A literatura brasileira nasceu de mãos negras, como as de Machado de Assis, e continua sendo enriquecida por escritores e escritoras negras, como Eliane Marques, que é exemplo de resistência e talento. Repudio veementemente a fala de Airton Ortiz, que reflete um pensamento excludente e preconceituoso, e parabenizo Eliane pela postura firme e digna ao exigir respeito e reconhecimento”, afirmou Ireuda.

O episódio ocorreu durante a entrega dos prêmios da ARL, quando Eliane Marques, vencedora da categoria Romance com o livro Louças de Família, interrompeu o discurso de Ortiz e destacou a importância de autores negros para a literatura nacional. A escritora, acompanhada de outros escritores presentes, exigiu uma retratação pública da entidade, relembrando que a Academia Brasileira de Letras foi fundada por Machado de Assis, um dos maiores escritores do país e também um homem negro.

Para Ireuda, o episódio demonstra a necessidade urgente de debates mais amplos sobre racismo estrutural e representatividade nos espaços culturais. “A literatura não é branca, europeia ou elitista. Ela é plural e diversa, assim como o Brasil. Que esse episódio sirva como um alerta para a importância de promovermos um ambiente mais inclusivo, onde todas as vozes sejam respeitadas e valorizadas”, enfatizou a vereadora.

O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, com diversas personalidades e entidades culturais apoiando Eliane Marques e condenando a postura de Ortiz. “É hora de transformar indignação em mudança”, concluiu Ireuda.

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