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Adolfo Menezes admite riscos no âmbito judicial, mas diz que apoios o convenceram a disputar reeleição à presidência da Assembleia

Adolfo Menezes admite riscos no âmbito judicial, mas diz que apoios o convenceram a disputar reeleição à presidência da Assembleia

Por Política Livre

03/12/2024 às 15:36

Atualizado em 03/12/2024 às 17:31

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado Adolfo Menezes (PSD)

No tradicional almoço de final de ano com a imprensa, realizado nesta terça-feira (03), no Salão Nobre da Assembleia Legislativa, o deputado Adolfo Menezes (PSD) confirmou que vai concorrer à reeleição ao comando da Assembleia Legislativa, em fevereiro de 2025. Ele admitiu que existem riscos no âmbito judicial à recondução, mas que os apoios obtidos o estimulam a tentar seguir na cadeira pela terceira vez consecutiva.

“Tenho a cada dia os pés no chão. O poder não me mudou e nem vai mudar. Tenho a clara consciência de que fui eleito por dois anos e depois reeleito por mais dois anos. Meu mandato está se encerrando. Mas, quando começaram a falar do meu nome para ser candidato novamente, consultei os líderes maiores do nosso grupo político e não encontrei impedimento”, disse Adolfo.

Ele revelou que conversou inicialmente com o senador Otto Alencar (PSD), a quem indagou se havia algum acordo feito pelo "líder" envolvendo a sucessão na Assembleia, o que foi negado. A mesma conversa Adolfo disse ter tido com os senadores Angelo Coronel (PSD) e Jaques Wagner (PT) e com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), obtendo as mesmas respostas.

"Depois disso, comecei a receber os apoios dos deputados, das bancadas. Por isso, só desisto se houver algum fator externo. Claro que tenho a consciência que pode haver judicialização. E isso é falha dos nossos legisladores federais, pois caberia ao Congresso Nacional regulamentar esse assunto. Mas, se não houver mudança, vou para a reeleição”, declarou.

Há uma jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) que impede a reeleição dos presidentes das Assembleias Legislativas numa mesma legislatura, como seria o caso de Adolfo. Por conta disso, aliados do próprio presidente no Legislativo acreditam que pode haver um impedimento futuro, o que aquece a briga pela primeira vice-presidência.

“É natural isso. Na política, não existe vácuo. Todos sabem que pode ter uma decisão judicial. Ninguém é criança. Só não podem querer me matar antes”, brincou Adolfo com os jornalistas. A tendência hoje na Assembleia é que o PT, que tem a segunda maior bancada na base governista, mantenha a primeira vice-presidência (hoje o cargo é do petista Zé Raimundo), e o nome mais cotado é o do atual líder do governo, deputado Rosemberg Pinto (PT).

Vale lembrar que é de praxe na Assembleia que, em caso de impedimento do titular, o primeiro vice-presidente assume na condição de convocar uma nova eleição num prazo de 30 a 60 dias. Mas isso não está escrito na Constituição ou no Regimento Interno da Casa.

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