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Lula defende que empresa pública financie festivais culturais que privadas não querem
Lula defende que empresa pública financie festivais culturais que privadas não querem
Por Marianna Holanda, Folhapress
12/11/2024 às 18:11
Atualizado em 12/11/2024 às 18:11
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress/Arquivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta terça-feira (12), que empresas públicas financiem festivais culturais que privadas não querem.
A declaração ocorreu durante sanção do projeto de lei que institui o Dia Nacional do Maracatu, no Palácio do Planalto.
Lula dizia que grupos culturais, como maracatu, ficam "confinados" nas suas regiões por falta de recursos que levem para outro estado.
"Se a gente ficar esperando que apenas os companheiros que praticam maracatu no mundo, Brasil e Pernambuco tenham dinheiro para se projetar em canais de TV e viajar pelo país e fazer com que outros estados conheçam, a gente vai continuar do mesmo tamanho que a gente é", disse Lula
"Temos que convencer empresas públicas brasileiras a fazer o que empresa privada não quer fazer. Se não quer financiar festivais de maracatu, tem que arrumar empresa pública que possa financiar", prosseguiu.
A fala ocorre no momento em que o governo Lula vem discutindo nas últimas semanas um pacote de corte de gastos, para equilibrar as finanças públicas, sob pressão do mercado.
Durante sua fala, Lula arrancou risadas ao falar sobre dinheiro para o maracatu.
"Não tem dinheiro para isso [maracatu]. E agora, querida Margareth, a gente vai ter... que arrumar dinheiro, patrocínio", afirmou. Como teve uma pausa na frase, a plateia de artistas e políticos de Pernambuco soltou risada.
O presidente disse ainda que é preciso que haja uma grande festa de maracatu, em todos os estados, em 1º de agosto, dia de celebrar a manifestação cultural, de acordo com a lei sancionada.
