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Dirceu diz que discussão sobre gastos tem que sair dos palácios e que não dá para só 'cortar e cortar'

Dirceu diz que discussão sobre gastos tem que sair dos palácios e que não dá para só 'cortar e cortar'

Por Mônica Bergamo, Folhapress

07/11/2024 às 14:12

Atualizado em 07/11/2024 às 14:12

Foto: Divulgação/Arquivo

O ex-ministro José Dirceu

O ex-ministro José Dirceu (PT) diz que a discussão sobre corte de gastos que pressiona o governo Lula (PT) deve "sair dos palácios" e envolver trabalhadores, empresários e partidos, priorizando a tributação dos mais ricos e impondo limites para o que chama de "reclamos do chamado mercado".

"Entre indignado e esperançoso, convoco para um debate nacional sobre nosso futuro. Essa discussão tem que sair dos palácios e ganhar as ruas, as organizações, os sindicatos", afirma à coluna.

O presidente Lula se reuniu nesta quinta-feira (7) com os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento), Esther Dweck (Gestão) e Rui Costa (Casa Civil) para debater como será o pacote de cortes.

Para Dirceu, está na hora de ser mobilizada a aliança que apoiou a eleição do governo, além de partidos e organizações sociais, para uma campanha nacional por uma reforma tributária progressiva e pela redução imediata das despesas tributárias, que incluem renúncias e incentivos a setores.

"Vamos buscar recursos nas despesas tributárias e numa reforma tributária sobre a renda, riqueza e patrimônio, no Imposto de Renda da Pessoa Física, nos lucros e dividendos, senão é cortar e cortar e nunca atender aos reclamos do chamado mercado", diz o ex-ministro da Casa Civil.

Dirceu prossegue: "Está também correto o presidente Lula quando solicita do Congresso e do empresariado financeiro que façam sua parte no esforço fiscal. O que não dá é para cortar das despesas sociais, trabalhistas e previdenciárias".

O petista diz que a Alemanha vive o mesmo dilema sobre corte fiscal, o que não acontece com os Estados Unidos e outros países da Europa, "onde a saída foi mandar às favas o equilíbrio fiscal e da dívida e emitir trilhões de dólares e euros".

Sobre o caso brasileiro, ele afirma que "não dá para ficar assistindo de camarote a essa batalha que está sendo travada entre o governo e as demandas do mercado. É preciso que outras vozes e outros interesses, como os dos trabalhadores, micro e pequenas empresas, aposentados, indústrias e classe média, se façam presentes".

Em linha com Dirceu, Lula disse nesta quarta-feira (6), em entrevista à RedeTV!, que o governo federal não deve penalizar a população mais necessitada sempre que há necessidade de promover ajustes nos gastos.

O presidente ainda criticou a "gana especulativa do mercado" e indagou se os empresários estariam dispostos a abrir mão de subsídios que recebem. Também questionou a contribuição do Congresso Nacional para equilibrar as contas federais, em particular se deputados e senadores estariam dispostos a abrir mão das emendas parlamentares.

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