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ONS recomenda volta do horário de verão no Brasil; medida será debatida no governo

ONS recomenda volta do horário de verão no Brasil; medida será debatida no governo

Por Leonardo Vieceli, Folhapress

19/09/2024 às 18:22

Atualizado em 19/09/2024 às 18:22

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil/Arquivo

Ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia)

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) recomendou nesta quinta-feira (19) a volta do horário de verão no país, segundo o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia).

A medida, indicou Silveira, foi comunicada ao Ministério de Minas e Energia em reunião extraordinária do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, o colegiado referendou um "indicativo" para o retorno do horário de verão. Agora, a recomendação deve ser debatida com outros órgãos do governo. Silveira disse que é possível ter uma definição em dez dias.

A medida buscaria aliviar a pressão sobre o setor elétrico em meio à seca de proporções históricas que atinge o Brasil, especialmente entre o final do dia e o começo da noite, quando a energia solar para de gerar eletricidade. Silveira, contudo, negou que haja risco de crise energética no país.

"Hoje não temos problema de geração de energia graças a um planejamento bem feito", disse.

Silveira estimou que a volta do horário de verão pode gerar economia ao setor elétrico na casa de R$ 400 milhões, ao diminuir o uso de usinas térmicas. O ministro, que já classificou a medida como "realidade muito premente" no país, nesta quinta-feira disse não estar totalmente convencido da necessidade.

Ele não vê risco de desabastecimento no momento. "Não teria dúvida em decretar o horário de verão se tivesse risco energético", afirmou.

De acordo com o ministro, caso o retorno seja confirmado, haverá um período até a medida entrar em vigor. A ideia seria permitir um intervalo de planejamento para os setores envolvidos.

Durante a reunião desta quinta, o ONS apresentou ao Ministério de Minas e Energia um plano de contingência para o setor –o trabalho havia sido solicitado pela pasta.

A reunião também contou com uma apresentação do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) sobre o cenário climático para o Brasil nos próximos meses.

Apesar da recomendação. o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve adiar para pelo menos depois das eleições municipais de outubro a implementação do horário de verão.

A posição foi manifestada após pedido da presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Cármen Lúcia, que manifestou preocupação com a operacionalização das eleições. A informação foi publicada inicialmente por O Globo e confirmada pela Folha.

Lula informou à ministra, por meio de interlocutores, que só não adiará essa decisão para após as eleições se o Brasil enfrentar uma crise energética grave em um futuro próximo, o que não está previsto por especialistas do setor.

O debate ocorre em meio a uma forte estiagem no país, que também sofre com uma série de queimadas. A possível volta do horário de verão é uma das alternativas na mesa do governo, que também já ampliou autorizações para o funcionamento de usinas termelétricas a gás.

A seca já causou o aumento da bandeira da conta de luz. Também ameaça elevar os preços finais de parte dos alimentos.A adoção do horário de verão divide opiniões entre setores da economia. Bares e restaurantes veem na medida uma possibilidade de estímulo aos negócios, enquanto companhias aéreas temem dificuldade logística com a reprogramação de voos, principalmente internacionais.

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