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Gol diz ao Ministério da Justiça que laudo veterinário de cão não especificava tempo de voo

Gol diz ao Ministério da Justiça que laudo veterinário de cão não especificava tempo de voo

Por Ana Pompeu/Folhapress

03/05/2024 às 21:45

Atualizado em 03/05/2024 às 21:45

Foto: Divulgação

Avião da Gol

A Gol Linhas Aéreas disse na quinta-feira (2) que entre os documentos apresentados pelo tutor do cachorro Joca constava laudo veterinário que atestava que o animal estava apto para viagens aéreas e que não havia qualquer limitação de tempo. O cão morreu após ter sido enviado para o destino errado pela Gol.

A declaração foi dada em resposta à Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor). O órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública notificou a companhia para que prestasse esclarecimentos sobre a denúncia da morte do cão da raça golden retriever em transporte aéreo em 22 de abril.

"Vale ressaltar que a GOLLOG, assim que identificado o transporte para Guarulhos, manteve contato com o tutor oferecendo as opções e relatando o estado do Joca até o embarque dele de retorno para Guarulhos partindo de Fortaleza. Em respeito à privacidade do sr. João [Fantazzini, tutor], essas mensagens trocadas não serão apresentadas", disse a empresa.

Joca deveria ter sido levado do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, para Sinop (MT), mas foi colocado de forma equivocada em uma aeronave que embarcou para Fortaleza. O animal foi mandado de volta para Guarulhos, e quando o tutor chegou para encontrá-lo, o cachorro já estava morto.

A Senacon considerou a resposta insatisfatória. Para a secretaria, a companhia ainda precisa dar informações sobre o laudo do veterinário com a causa da morte e discutir novos procedimentos para embarque de animais antes do término da suspensão de 30 dias. O prazo foi adotado pela empresa após a morte do cachorro.

De acordo com o secretário Wadih Damous, a pasta pretende estabelecer padrões para um transporte de animais adequado e confiável, evitando futuros incidentes como este. "A empresa respondeu à notificação, mas não ofereceu as respostas necessárias para entendermos o ocorrido no transporte do Joca. É pouco", disse.

Um dos esclarecimentos solicitados diz respeito à metodologia e política de transporte de animais pela companhia, além de informações sobre os procedimentos de reparação no caso atual.

De acordo com o tutor, o veterinário tinha dado um atestado médico indicando que o animal suportaria uma viagem de duas horas e meia, mas, com o erro, Joca não suportou as quase oito horas no avião.

Com a chegada de Joca no voo de Fortaleza para Guarulhos, foi constatada a ausência de sinais de vida. A GOLLOG afirma que acionou um médico veterinário e comunicou o fato ao tutor, que já estava em Guarulhos.

"A segurança do terminal de cargas foi acionada para autorizar o ingresso do sr. João na área controlada e os colaboradores da GOLLOG o acompanharam em todo o percurso até a caixa de transporte onde estava o Joca. Nesse momento, foi informado que o médico veterinário acionado pela GOLLOG estava a caminho, entretanto o tutor solicitou a presença de um médico veterinário de sua confiança", diz.

A empresa ainda afirma que ofereceu assistência de alimentação, transporte para quaisquer deslocamentos, hospedagem, assistência psicológica e remarcação ou disponibilização das passagens aéreas que fossem necessárias, além de remoção, necrópsia e suporte funerário.

A Gol diz que animais com mais de 10 kg viajam no porão das aeronaves, com prioridade de embarque e desembarque. A aceitação do transporte de animais depende da verificação de 29 itens, em especial a documentação apresentada pelo cliente, embalagem apropriada e hidratação.

A Senacon também pediu à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para participar das discussões sobre a regulamentação do transporte aéreo de animais, tema levantado com a morte de Joca.

O órgão do MJ quer, ainda, ouvir o tutor João Fantazzini. Ele afirma que a caixa onde o animal era transportado estava com identificação incorreta. Segundo ele, o advogado que o representa viu que a caixa tinha a inscrição "este é o cão Kiara" com destino a Manaus.

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