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Defensoria da Bahia solicita ao STF ingresso em ação judicial para reconhecer violações de direitos da população negra

Defensoria da Bahia solicita ao STF ingresso em ação judicial para reconhecer violações de direitos da população negra

Por Redação

22/05/2024 às 16:34

Atualizado em 22/05/2024 às 16:39

Foto: Divulgação

Ação é apelidada de ADPF Vidas Negras

A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA) entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para ser parte na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF 973. Apelidada de ADPF Vidas Negras, a ação judicial pede que sejam reconhecidas violações sistemáticas dos direitos fundamentais da população negra e que o Estado Brasileiro elabore um plano nacional de enfrentamento ao racismo institucional.

A solicitação foi para participar na qualidade de custus vulnerabilis (guardiã dos vulneráveis), instituto jurídico que permite à DPE atuar coletivamente em favor de pessoas em vulnerabilidade que são público-alvo direto dos serviços da instituição. Foi feita pela Unidade da DPE/BA em Brasília, que atua nos Tribunais Superiores; pelo Núcleo de Equidade Racial e pela Coordenação da Especializada de Direitos Humanos, em documento endereçado ao ministro Luiz Fux, relator da ADPF 973.

“Está em discussão a formação de um precedente que afetará o entendimento de todos os demais órgãos judiciários em matéria cujos efeitos atingem pessoas que são, em sua maioria, defendidas ordinária e individualmente pela instituição”, destaca o pedido. Indica, ainda, que é necessário adotar providências concretas para “reparar graves lesões a preceitos fundamentais da Constituição, que exsurgem de falhas e omissões no combate ao enfrentamento do racismo estrutural, do qual decorre elevadíssimo número de mortes de pessoas negras e moradoras das periferias”.

O documento chama atenção para a pesquisa divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que mostra que 83% das pessoas mortas em intervenções policiais no Brasil em 2022 eram negras, e que 76% tinham entre 12 e 29 anos. O documento é assinado pela defensora-geral, Firmiane Venâncio; pelos defensores que atuam nos Tribunais Superiores, Clériston Cavalcante e Hélio Soares; pelas coordenadoras de Direitos Humanos, Eva Rodrigues e Livia Almeida; e pela coordenadora do Núcleo de Equidade Racial, Letícia Peçanha.

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