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Caroline de Toni pauta criação do Dia da Lembrança do Holocausto na CCJ da Câmara
Caroline de Toni pauta criação do Dia da Lembrança do Holocausto na CCJ da Câmara
Por Julia Camim/Estadão
18/03/2024 às 20:30
Atualizado em 18/03/2024 às 20:30
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara vota nesta terça-feira, 19, o projeto de lei que cria “Dia Nacional da Lembrança do Holocausto”. A proposta foi pautada diante da crise diplomática entre Brasil e Israel, provocada pela declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que comparou os ataques israelenses à Faixa de Gaza com o extermínio de judeus durante o regime nazista de Adolf Hitler.
O projeto, apresentado em 2017 pelos então deputados federais Jorge Silva (PHS-ES) e Sérgio Vidigal (PDT-ES), foi pautado pela nova presidente da CCJ, deputada federal Caroline de Toni (PL-SC). A parlamentar integra o “núcleo duro” de parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e é ex-aluna de Olavo de Carvalho, ideólogo do bolsonarismo.
A proposta, relatada pelo deputado Eduardo Bismarck (PDT-CE), institui o dia 16 de abril como a data oficial da comemoração. Ela marca o aniversário da queda do regime nazista, ocorrida após a vitória dos soviéticos na Segunda Guerra Mundial.
Ainda em 2017, o projeto foi aprovado pela Comissão de Cultura, sob a justificativa da criação de datas comemorativas como um meio de consolidar a “identidade cultural do País”. O parecer do colegiado diz que “é inegável que o Holocausto foi uma das maiores atrocidades cometidas em nome da ideologia nazista, considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) um crime contra a humanidade, que impulsionou a criação, em 1948, da Declaração Universal dos Direitos Humanos”.
Já em 2019, na CCJ, a proposta recebeu parecer favorável do relator, que votou pela “constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa” do projeto de lei. Para Bismarck, o texto atende à “exigência de tratar de tema de alta significação nacional. Com efeito, o Holocausto foi um acontecimento que deixou marcas e reflexões profundas, que ultrapassam barreiras territoriais e dizem respeito a toda a humanidade”.
Em dezembro de 2023, em sessão esvaziada da CCJ, o texto foi aprovado. Ainda é necessária a votação da redação final pelo colegiado. O próximo passo é a análise pelo Senado e, se a proposta for aprovada, segue para sanção presidencial.
