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Governo Lula decide vetar parte das emendas para recompor verba do PAC no Orçamento

Governo Lula decide vetar parte das emendas para recompor verba do PAC no Orçamento

Por Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli, Folhapress

19/01/2024 às 18:07

Atualizado em 19/01/2024 às 20:13

Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

Os ministros Simone Tebet (Planejamento) e Fernando Haddad (Fazenda)

Para recompor políticas do governo que ficaram sem recursos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai vetar uma parte das emendas parlamentares no Orçamento de 2024. O alvo do corte serão as emendas de comissão, conhecidas pelo nome de RP-8.

O governo tem até o dia 22 de janeiro para tomar a decisão. Esse é o prazo final para Lula sancionar a Lei Orçamentária de 2024, aprovada no fim do ano passado.

A proposta original da área orçamentária era um veto em torno de R$ 5,5 bilhões, mas o valor pode cair para evitar ruídos com o Congresso. A decisão final é do presidente Lula.

O tema é discutido no momento em que o governo busca um acordo com o Congresso para destravar a reoneração da folha de pagamento para 17 setores e iniciativas compensatórias. O corte pode azedar o clima em torno das negociações.

Enquanto lideranças parlamentares já afirmam que a desoneração vai continuar, a articulação política do governo segue na tentativa de alcançar um acordo.

Com o veto, o governo vai remanejar o dinheiro para as políticas dos ministérios que tiveram os recursos cortados pelos deputados e senadores para ampliar o valor das emendas na reta final da votação do Orçamento.

O remanejamento deve recompor uma parte dos recursos para os projetos do PAC (Programa de Aceleração Econômica), que foram cortados pelos parlamentares na votação. O PAC ficou com R$ 54 bilhões, abaixo dos R$ 61 bilhões previstos no projeto original. O governo quer acelerar esses investimentos no primeiro semestre para enfrentar a desaceleração em curso do crescimento.

O orçamento foi aprovado com um total de R$ 53 bilhões de emendas parlamentares. Desse total, R$ 16,6 bilhões foram destinados para as emendas de comissão, mais do que o dobro do que foi aprovado em 2023 (R$ 7,5 bilhões).

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, já tinha antecipado nesta semana que a sua pasta iria propor vetos à Lei Orçamentária e refazer estimativas de arrecadação.

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